Levantamento definirá quantas câmeras serão instaladas e quais equipamentos particulares poderão integrar o DF 360
O Governo do Distrito Federal iniciou nesta sexta-feira, 3 de julho, o planejamento para ampliar o videomonitoramento nas 38 feiras permanentes do DF.
A governadora Celina Leão assinou uma ordem de serviço que prevê o levantamento das câmeras já existentes nesses espaços. O diagnóstico deverá indicar quantos equipamentos adicionais serão necessários e quais sistemas particulares poderão ser integrados à rede pública.
Portanto, ainda não há uma quantidade definitiva de novas câmeras. Esse número dependerá da estrutura encontrada em cada feira e das condições técnicas para conexão ao sistema da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.
A medida integra o DF 360, programa que reúne imagens de câmeras públicas e privadas para apoiar o monitoramento e a atuação das forças de segurança. A plataforma também admite a participação voluntária de condomínios, empresas, instituições e outras entidades.
Feiras passarão por diagnóstico técnico
As equipes responsáveis deverão identificar quais feiras já possuem sistemas de videomonitoramento, onde os equipamentos estão instalados e quais áreas permanecem sem cobertura.
Com essas informações, o governo pretende definir os pontos prioritários para a instalação de novas câmeras. O planejamento deve considerar principalmente as áreas comuns de circulação de consumidores, comerciantes e trabalhadores.
A SSP-DF também prevê reuniões com associações e representantes dos feirantes. Os encontros servirão para apresentar as regras do DF 360 e avaliar a integração dos equipamentos particulares já utilizados nos estabelecimentos.
O secretário-executivo de Gestão Integrada da SSP-DF, Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, afirmou que a ampliação dependerá da cooperação entre o poder público e os comerciantes.
Segundo ele, algumas feiras já contam com câmeras da secretaria. Entretanto, a intenção é ampliar a cobertura e incorporar equipamentos posicionados em locais de circulação coletiva.
O secretário ressaltou que o levantamento técnico e a adesão dos feirantes serão necessários antes da definição do número de câmeras.
Imagens particulares poderão integrar a rede
A participação de comerciantes e entidades privadas ocorrerá por meio de instrumentos próprios de cooperação e cessão de imagens.
A integração não transfere ao governo a propriedade das câmeras. Os responsáveis continuam encarregados da instalação, da manutenção e do funcionamento dos equipamentos particulares.
De acordo com as regras do programa, a SSP-DF deve controlar o acesso às imagens e utilizá-las exclusivamente para finalidades relacionadas à segurança pública.
A regulamentação também atribui à secretaria a responsabilidade pelo gerenciamento, pela auditoria e pela proteção das informações recebidas.
A governadora Celina Leão afirmou que o uso de tecnologia e inteligência de dados deve orientar as políticas públicas do Distrito Federal.
“Quando a gente pensa na capital da República, nós precisamos pensar naquilo que tem de mais moderno e de vanguarda no Brasil”, declarou.
Segundo a governadora, a transformação tecnológica deve produzir resultados práticos para a população e não permanecer restrita ao entretenimento ou aos processos internos do Estado.
DF 360 conecta diferentes estruturas de segurança
O DF 360 foi apresentado pelo governo em fevereiro de 2026 como uma plataforma integrada para ampliar o uso de dados, câmeras e outros recursos tecnológicos na segurança pública.
O sistema permite incorporar imagens captadas por órgãos públicos, condomínios, residências, estabelecimentos comerciais e instituições interessadas em participar da rede.
A estrutura é utilizada de forma integrada pelas forças de segurança e por órgãos locais e federais. As imagens podem apoiar ações preventivas, investigações, atendimento a emergências, controle de tráfego e atividades de defesa civil.
O GDF informou que quase sete mil equipamentos já estão conectados ao ecossistema do programa. A expansão para as feiras permanentes pretende aumentar a cobertura em espaços que concentram circulação de pessoas, mercadorias e recursos financeiros.
Apesar disso, a presença de câmeras não elimina a necessidade de policiamento, iluminação, manutenção urbana e canais rápidos de atendimento.
O videomonitoramento funciona como ferramenta complementar. Sua efetividade depende da qualidade das imagens, da disponibilidade dos equipamentos e da capacidade de resposta dos órgãos responsáveis.
Decreto ampliou integração obrigatória no governo
Um decreto publicado em 10 de junho de 2026 tornou obrigatória a adesão dos órgãos e das entidades da administração distrital ao DF 360.
A norma determina o compartilhamento de imagens captadas por câmeras, sensores e radares mantidos pelo poder público local.
Além disso, autoriza a integração voluntária de equipamentos pertencentes a instituições federais, concessionárias, organizações sociais, associações, condomínios, centros comerciais, escolas, hospitais e pessoas físicas ou jurídicas.
A incorporação das feiras amplia esse modelo de cooperação. Contudo, a execução ainda dependerá do levantamento técnico, da definição dos locais e da formalização das adesões.
Somente após essas etapas será possível estabelecer quantas câmeras serão instaladas, quais equipamentos particulares serão conectados e quando cada feira passará a integrar plenamente o sistema.
Relacionadas, fontes e documentos:
– DF+Digital reúne serviços públicos em uma só plataforma (Fonte em Foco)
– Galpão rural do Paranoá amplia espaço de venda para agricultores (Fonte em Foco)
– GDF amplia apoio a mães atípicas e combate à violência (Fonte em Foco)
– GDF entrega moradia a 256 famílias do DF (Fonte em Foco)
– Feiras permanentes do DF vão receber câmeras de segurança pelo programa DF 360 (Agência Brasília)

