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Chuvas em Pernambuco deixam seis mortos e emergência

Publicado em:

Repórter: Jeferson Nunes

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Pernambuco decreta emergência após temporais matarem seis pessoas

Subiu para seis o número de mortos em Pernambuco em razão das fortes chuvas que atingem o estado desde sexta-feira (1º). O novo balanço também aponta 1.605 pessoas desabrigadas e 1.089 desalojadas, além de municípios com abrigos ativados e distribuição de ajuda humanitária.

A sexta vítima foi um homem de 34 anos encontrado pelo Corpo de Bombeiros Militar em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. Mais cedo, a Defesa Civil estadual havia confirmado a quinta morte no bairro Dois Unidos, no Recife. O número ainda pode mudar, porque as equipes seguem em atendimento e monitoramento das áreas atingidas.

Raquel Lyra decreta situação de emergência

A governadora Raquel Lyra decretou situação de emergência em Pernambuco na tarde deste sábado (2). A medida deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial e tem o objetivo de acelerar ações, obras emergenciais e pedidos de apoio financeiro ao governo federal.

A decisão foi tomada após reuniões no Centro Integrado de Operações de Defesa Social, no Recife, com representantes da Defesa Civil Nacional, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, das defesas civis municipais e de órgãos estaduais. Também houve reunião online com prefeitos das cidades atingidas para alinhar estratégias de resposta.

Ao todo, 29 abrigos foram ativados para receber a população afetada. O governo estadual também intensificou a entrega de ajuda humanitária. Em Goiana, foram distribuídos 150 colchões, 300 lençóis, 38 kits de limpeza e 38 kits de higiene.

Goiana e Recife concentram mais desabrigados

Entre os municípios mais atingidos, Goiana registra 510 desabrigados e 994 desalojados. O Recife tem 671 desabrigados. Em Olinda, são 170 desabrigados. Jaboatão dos Guararapes soma 127 desabrigados.

Também há registros em Timbaúba, com 42 desabrigados e 52 desalojados; Igarassu, com 27 desabrigados e 21 desalojados; Paulista, com 32 desabrigados e 11 desalojados; Camaragibe, com 5 desabrigados e 11 desalojados; Limoeiro, com 9 desabrigados; e Glória do Goitá, com 12 desabrigados.

Esses números ajudam a dimensionar o impacto, mas não contam tudo. Desabrigado é quem precisa de acolhimento público. Desalojado é quem deixou a casa e, em geral, busca apoio em outro local. Em ambos os casos, a chuva não leva só móveis. Leva rotina, segurança e, muitas vezes, renda.

Paraíba também tem mortes e comitê de crise

A Paraíba também foi atingida pelos temporais das últimas 48 horas. As informações preliminares da Defesa Civil estadual apontam 1,5 mil famílias desalojadas, 300 pessoas desabrigadas, cerca de 9 mil afetados e dois óbitos.

Os impactos se concentram em municípios como Conde, João Pessoa, Bayeux, Campina Grande, Ingá, Itabaiana, Mogeiro, Patos, São José dos Ramos, Sousa, Cajazeiras, Pilar e Cabedelo. O governador Lucas Ribeiro instalou um comitê de crise para coordenar as providências nos municípios afetados.

A situação na Paraíba amplia a dimensão regional da emergência. Não se trata de um ponto isolado de alagamento, mas de um evento climático com efeitos simultâneos em diferentes cidades do Nordeste.

Municípios podem pedir recursos federais pelo S2iD

A Defesa Civil Nacional informou que vem orientando os municípios afetados pelas chuvas em Pernambuco sobre como acessar recursos federais. Estados e cidades com reconhecimento de situação de emergência ou estado de calamidade pública podem solicitar apoio para ações de defesa civil.

Os pedidos devem ser feitos pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, o S2iD. A partir dos planos de trabalho enviados, a equipe técnica avalia metas e valores. Depois da aprovação, os repasses são formalizados por portarias publicadas no Diário Oficial da União.

Esse trâmite é técnico, mas decisivo. Sem plano de trabalho, avaliação e portaria, a ajuda prometida pode ficar presa na gaveta da burocracia. E enchente não costuma esperar carimbo.

Desastre exige resposta imediata e prevenção permanente

A emergência agora exige resgate, abrigo, alimento, higiene, limpeza urbana, monitoramento de encostas e apoio às famílias que perderam casas ou precisaram sair às pressas. Também exige comunicação clara para evitar travessias em áreas alagadas e permanência em locais com risco de deslizamento.

Mas a conta maior virá depois. Pernambuco e Paraíba precisarão reconstruir áreas danificadas, revisar pontos críticos, mapear encostas e ampliar obras de drenagem. Chuva forte é fenômeno natural. Morte repetida em área vulnerável, quase sempre, é aviso antigo ignorado por tempo demais.

Fontes e documentos:

Pernambuco confirma sexta morte relacionada a temporais (Agência Brasil)
Pernambuco decreta emergência após fortes chuvas que deixaram seis mortos (Diário de Pernambuco)
– Defesa Civil Nacional envia equipe a Pernambuco para reforçar resposta às chuvas (MIDR)
– Tempestades em PE deixam quatro mortos e mais de mil desalojados (Agência Brasil)
– Chuvas em Pernambuco e Paraíba deixam mais de 3 mil desabrigados ou desalojados (Brasil 247)

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