Publicidade
InícioBrasilVigilância faz alerta sobre bacalhau na Semana Santa

Vigilância faz alerta sobre bacalhau na Semana Santa

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Paulo Andrade

Cobertura relacionada

Agências do Trabalhador abrem a semana com 747 vagas

Agências do Trabalhador têm 747 vagas nesta segunda-feira no DF. Há salários de até R$ 3,3 mil e oportunidades para diferentes perfis.

Segundo turno: veja como consultar seu local de votação

Cerca de 130 mil eleitores têm seções com endereço alterado no segundo turno. Veja como conferir zona, seção e local antes de votar.

Bolsa Família paga NIS 2 e muda calendário até dezembro

Bolsa Família libera parcela para NIS final 2 nesta terça. Benefício médio é de R$ 782,92 e calendário seguirá concentrado até dezembro.

Pressão alta atinge 28,3% dos jovens avaliados

Pesquisa avaliou 6.092 estudantes e encontrou pressão elevada, excesso de peso e baixa atividade física entre crianças e adolescentes.

Justiça encerra recuperação judicial da Americanas

Justiça encerrou a recuperação judicial da Americanas após quase quatro anos. Decisão não extingue obrigações futuras nem disputas de credores.

Paralisação pode suspender aulas na rede pública do DF

Professores do DF fazem paralisação nesta quarta. Na sexta-feira (21/10), as aulas da rede pública estarão suspensas para preparação do segundo turno.
Publicidade

Consumidor deve observar manchas, sal e espécie do pescado

O Instituto Municipal de Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro fez um alerta aos consumidores que pretendem comprar bacalhau para a Semana Santa. A principal orientação é verificar sinais visíveis de deterioração no pescado, como manchas avermelhadas ou pontos pretos, que podem indicar presença de bactérias ou fungos. O órgão também reforça que o produto deve ser conservado com sal grosso, já que o uso de sal fino é proibido.

Outro ponto destacado pela vigilância é a identificação correta do produto. Segundo o Ivisa-Rio, apenas as espécies Gadus morhua e Gadus macrocephalus são tratadas como bacalhau legítimo no material de orientação ao consumidor. A presidente do instituto, Aline Borges, afirmou que espécies como saithe, ling e zarbo costumam ser vendidas como bacalhau, embora devam ser comercializadas como pescado salgado ou salgado e seco.

Há, porém, um detalhe técnico importante. Documentos federais do setor agropecuário mostram que a nomenclatura comercial brasileira também reconhece outras denominações da família do bacalhau, incluindo Gadus ogac como “bacalhau da Groenlândia” e Boreogadus saida como “bacalhau polar”, enquanto saithe, ling e zarbo aparecem separados como outras espécies salgadas secas. Ou seja, para fins de orientação prática ao consumidor, o alerta do Ivisa-Rio mira os dois tipos mais tradicionais no varejo, mas a classificação técnica federal é um pouco mais ampla.

Para quem optar por peixe fresco, a recomendação é observar guelras avermelhadas, olhos preenchendo toda a órbita e escamas firmes. O ventre também precisa estar íntegro. Segundo Aline Borges, quando essa região se rompe, o produto já pode estar em estágio avançado de alteração. Ela também recomenda retirar as vísceras antes do armazenamento para aumentar a conservação do pescado.

No fim das contas, Semana Santa é época de tradição, mas também de oportunismo comercial. E bacalhau, no balcão, costuma ter um talento especial para virar aula cara de biologia marinha no exato momento em que o consumidor só queria comprar o almoço de sexta.

Fontes e documentos:

– Ivisa-Rio traz dicas aos consumidores para as compras de Páscoa (Secretaria Municipal de Saúde do Rio)
– Consumidor deve ficar atento à qualidade do bacalhau na Semana Santa (Agência Brasil)
– DIMP Manual de reinspeção de produtos de origem animal (Ministério da Agricultura)
– Portaria MPA nº 532 de 23 de setembro de 2025 (Ministério da Pesca e Aquicultura)

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.