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Copom avalia manutenção da Selic com quórum desfalcado

Publicado em:

Reporter: Fabíola Fonseca

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia nesta quarta-feira (28) sua primeira reunião do ano para definir o futuro da Taxa Selic. O mercado financeiro aguarda com cautela a decisão, que será anunciada no início da noite, sob um cenário de pressões contraditórias: de um lado, a inflação de serviços resiliente; de outro, a queda recente do dólar para a casa dos R$ 5,20.

Atualmente em 15% ao ano, a taxa básica de juros é a mais alta desde julho de 2006. A maioria dos analistas aposta na manutenção desse patamar, embora as apostas para um corte surpresa tenham crescido nos últimos dias.

Entenda o funcionamento da Selic e da Inflação

A Taxa Selic é o principal mecanismo do Banco Central para controlar o custo de vida. O gráfico abaixo ilustra a dinâmica utilizada pela autoridade monetária:

  • Juros Altos (15%): Encarecem o crédito e estimulam a poupança, o que desaquece o consumo e segura os preços.

  • A Meta Contínua: Desde 2025, o BC persegue uma meta de 3%, com tolerância até 4,5%. A apuração agora é móvel, comparando sempre o acumulado dos últimos 12 meses, o que exige um monitoramento constante da autoridade monetária.

Fatores que pesam na decisão

O Copom entra nesta reunião com dois desfalques na diretoria (Célio Gomes e Paulo Pichetti), cujos substitutos ainda não foram indicados pelo Governo Federal. Confira os pontos de atenção:

  1. Inflação de Serviços: Setores como educação e lazer continuam pressionados, dificultando a queda rápida do IPCA-15, que está no teto da meta (4,5%).

  2. Câmbio: A valorização do real frente ao dólar reduz o preço dos produtos importados, o que abre espaço para uma futura flexibilização monetária.

  3. Boletim Focus: A previsão do mercado é que a taxa se mantenha em 15% até março, mas o recuo da estimativa de inflação para 2025 (de 4,55% para 4,4%) trouxe otimismo moderado.

O que esperar para a noite de hoje?

A decisão será acompanhada de um comunicado. Se o BC mantiver a taxa, os investidores buscarão pistas na redação do texto: se a autoridade monetária retirará o termo “manutenção por tempo prolongado” ou se sinalizará que o cenário de “elevada incerteza” ainda impede o início do ciclo de queda.

CenárioImpacto Provável
Manutenção (15%)Tenta garantir que a inflação de serviços não volte a subir.
Corte Surpresa (ex: 14,75%)Estimula a atividade econômica, mas pode gerar alta no dólar.

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