Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeEm Goiás, nenhuma campanha de vacinação atinge meta do MS

Em Goiás, nenhuma campanha de vacinação atinge meta do MS

Publicado em

Cobertura relacionada

Doença de Creutzfeldt-Jakob e o caso Lito Sousa

Entenda o que é a Doença de Creutzfeldt-Jakob, quais tratamentos experimentais estão em estudo e os limites atuais da ciência.

RS ganha mutirão cirúrgico para zerar filas históricas

O Ministério da Saúde assinou neste sábado (20) um...

Agosto Dourado reforça apoio à amamentação no Brasil

A Semana Mundial de 2026 destaca a amamentação como estratégia de saúde, segurança alimentar e redução das desigualdades sociais.

Paciente com suspeita de ebola em SP tem meningite confirmada

SP confirma meningite meningocócica em paciente inicialmente classificado como suspeito de ebola e mantém protocolos de isolamento e investigação específica.

Saúde mental de adolescentes acende alerta

PeNSE 2024 mostra avanço do sofrimento psíquico entre adolescentes, com indicadores mais graves entre meninas e pouco suporte escolar. © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Brasil inaugura 1º Centro de Clima e Saúde na Amazônia

O Ministério da Saúde inaugurou, nesta terça-feira (16), em...
Publicidade

O baixo índice de imunização em Goiás chama a atenção da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e preocupa especialistas. Neste ano, de acordo com a SES, nenhuma das campanhas voltadas ao público a partir de 1 ano conseguiu atingir a meta estipulada pelo Ministério da Saúde (MS).

De acordo com a médica infectologista, Marília Turchi, que atende no Órion Complex, em Goiânia, a imunização é fundamental para prevenir aumento de casos graves, internações e de óbitos pelos vírus Influenza. Estas infecções foram responsáveis por grande número de vítimas, neste primeiro semestre de 2023, em Goiás.

A preocupação, também, foi debatida pela Organização Pan-Americana da Saúde, que em abril emitiu um alerta para o risco de surtos de doenças preveníveis por vacinação. Segundo o comunicado, no cenário atual, o índice é o mais alto em 30 anos, devido à baixa cobertura vacinal.

Vacinação em Goiás

A vacina contra a poliomielite, por exemplo, alcançou 72,72% do público alvo em Goiás. No ano passado, o número subiu para 76,65%, tendo um retrocesso em 2023, caindo para 67,93%. A meta do MS é de 95%. O mesmo ocorreu com a vacina BCG, que protege contra a tuberculose, e a Tríplice Viral D1 (sarampo, caxumba e rubéola).

A BCG, de acordo com a pasta, tem meta de 90%, mas em 2021 a cobertura alcançou 74,21%, passando para 79,59% em 2022 e, novamente, caindo para 71,1% em 2023. A Tríplice Viral D1, por outro lado, imunizou 79,53% do público em 2021, 82,34% em 2022 e 72,45% neste ano, sendo que a meta é de 95%. A queda vem ocorrendo desde de 2016, conforme a SES.

Em relação à imunização contra a gripe, a SES conseguiu vacinar apenas 46,74% da população, fazendo com que a campanha fosse prorrogada para conseguir atingir a meta de 90%. Em 2022, a cobertura vacinal contra a influenza em Goiás foi de 70,1%. Foram 1 milhão de doses aplicadas no público-alvo.

“A vacina tem um tremendo impacto na saúde das populações e individual. Uma das principais estratégias para prevenir mortes, sequelas e sofrimento por parte de doenças é a vacinação, que também foi responsável pela erradicação de algumas doenças”, contou Marília.

Baixa em Goiânia

A baixa procura pelos imunizantes também refletiram. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a vacinação contra a gripe, meningite, sarampo, rubéola e caxumba foi de 65,7% em 2022. Os imunizantes estão disponíveis em 72 postos de saúde da capital e 36 de Aparecida de Goiânia.

O calendário de vacinação continua até o dia 9 de setembro, período no qual a SMS tem a expectativa de ampliar as coberturas vacinais da faixa etária. Os pais e responsáveis devem apresentar o cartão de vacina da criança ou adolescente para conferência dos imunizantes faltantes.

“É muito importante pensar a vacina trazendo proteção ao indivíduo e proteção à coletividade. Em 2016, o Brasil recebeu a certificação da eliminação do vírus do sarampo . Entretanto, com a queda progressiva da cobertura vacinal, o número de casos de sarampo aumentou muito desde 2018. E o Brasil perdeu a certificação de país livre de sarampo”, explicou a médica infectologista.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade