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Nova rede elétrica atenderá 6 mil famílias na 26 de Setembro

Publicado em

Reportagem:
Jeferson Nunes

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Obras de R$ 12 milhões devem reduzir quedas de energia e substituir ligações precárias entre as ruas 2 e 6

Mais de 6 mil famílias da Colônia Agrícola 26 de Setembro deverão receber fornecimento regular e individualizado de energia elétrica após a conclusão de uma nova etapa de expansão da rede local. As obras começaram nesta quinta-feira, 25 de junho, com investimento anunciado de R$ 12 milhões.

A intervenção alcançará unidades consumidoras localizadas entre as ruas 2 e 6. O projeto prevê novos postes, cabos, transformadores e medidores individuais, além do cadastramento dos moradores pela Neoenergia Brasília.

A previsão apresentada pela concessionária é de aproximadamente seis meses de trabalho, com execução entre junho e dezembro. Mais de 25 mil pessoas poderão ser alcançadas.

A obra busca substituir uma rede considerada insuficiente para o crescimento da região e reduzir interrupções que provocam perda de alimentos, danos a equipamentos e instabilidade no funcionamento de residências e estabelecimentos comerciais.

Rede terá quase mil postes e 200 transformadores

O planejamento prevê a instalação de quase mil postes e aproximadamente 200 transformadores.

Os transformadores ajustam a tensão da energia para permitir sua distribuição às casas e aos estabelecimentos. Quando a estrutura não acompanha o crescimento da quantidade de consumidores, podem ocorrer sobrecargas, oscilações e interrupções.

A nova rede também será dimensionada para receber futuras conexões de residências, comércios e pequenas indústrias, conforme as condições técnicas e urbanísticas de cada imóvel.

“Serão quase mil postes instalados e cerca de 200 transformadores para atender a população da 26 de Setembro”, afirmou o presidente da Neoenergia Brasília, Frederico Candian.

Segundo ele, a intenção é reforçar a capacidade atual e preparar o sistema para a expansão do consumo.

O anúncio não detalhou a localização individual de cada poste e transformador nem apresentou o cronograma separado por rua. A divulgação dessas informações permitirá que os moradores acompanhem o avanço das equipes e identifiquem os trechos ainda pendentes.

Moradores passarão a ter medição individual

Com a regularização, cada unidade consumidora deverá receber medidor próprio e conta calculada de acordo com o consumo registrado.

A individualização substitui situações em que várias residências dependem de uma mesma ligação improvisada ou de redes que não foram projetadas para a carga utilizada.

O fornecimento regular também permite solicitar serviços diretamente à distribuidora, como troca de titularidade, reparos, religação e análise de danos elétricos.

O morador, porém, precisa cumprir as exigências técnicas para conectar o imóvel.

Cada residência deverá instalar o padrão de entrada conforme as normas da concessionária. Essa estrutura inclui os componentes que recebem a energia da rede pública e abrigam o medidor.

A instalação deve ser feita por profissional capacitado. Depois, a Neoenergia realiza a vistoria. A ligação somente é concluída quando o padrão atende aos requisitos de segurança.

Por isso, a conclusão da rede coletiva não significa que todas as casas serão conectadas automaticamente na mesma data.

Quedas de energia causam prejuízos frequentes

Moradora da Avenida JK, conhecida como Rua 6 Principal, a servidora pública Noemi Ornelas, de 60 anos, relata que as interrupções afetam diretamente a rotina das famílias.

“Já chegamos a ficar uma semana sem energia e perdemos alimentos porque estragou tudo dentro de casa”, afirma.

Ela diz que os moradores querem pagar regularmente pelo serviço, desde que recebam fornecimento estável.

“Queremos morar em um lugar regularizado, pagar por um serviço que é nosso e poder comprar nossas coisas sem essa preocupação”, acrescenta.

O corretor de imóveis Marcelo Soares, de 45 anos, mora na localidade há sete anos e relata prejuízos provocados por oscilações.

“Ainda queima muito equipamento, motor de portão e eletrodomésticos. Com isso, a gente ganha mais conforto e menos preocupação com queda de energia”, diz.

A eventual responsabilidade por danos elétricos precisa ser analisada individualmente pela concessionária. O consumidor deve registrar a ocorrência, guardar notas, laudos e demais comprovantes e utilizar os canais oficiais para solicitar ressarcimento.

Primeira etapa chegou à Rua 1 e à Avenida Principal

A nova intervenção amplia o trabalho iniciado no Trecho 1, que abrange a Rua 1, a Rua 1/2 e o tronco paralelo à DF-001.

A primeira etapa recebeu investimento de R$ 2,2 milhões do Governo do Distrito Federal. A infraestrutura foi planejada para alcançar mais de 1,8 mil famílias.

O balanço mais recente apresentado no anúncio informa que mais de 1,4 mil residências já contam com atendimento regularizado na Rua 1 e em trechos da Avenida Principal.

Os dois números representam fases diferentes.

O total de 1,8 mil corresponde ao público estimado da infraestrutura implantada. O número de 1,4 mil indica as residências efetivamente regularizadas até o momento informado.

A diferença pode envolver imóveis que ainda não instalaram o padrão de entrada, unidades que aguardam vistoria, cadastros pendentes ou outras exigências técnicas.

Na primeira etapa, a concessionária também realizou atendimento itinerante para orientar os moradores e receber pedidos de ligação.

Conta de luz não regulariza propriedade

A emissão de conta individual permite vincular a unidade consumidora ao responsável pelo contrato e pode facilitar a comprovação do endereço em cadastros e atendimentos.

Esse documento não concede escritura, título de propriedade ou direito automático sobre o terreno.

A regularização elétrica trata da prestação do serviço público de energia. A regularização fundiária envolve identificação da área, estudos urbanísticos e ambientais, definição dos ocupantes, aprovação do projeto e registro imobiliário.

Uma residência pode receber energia regular enquanto o processo fundiário permanece em andamento.

A distinção evita criar a expectativa de que a instalação do medidor resolverá simultaneamente todas as pendências jurídicas do imóvel.

A governadora Celina Leão relacionou a intervenção à melhoria das condições de vida da comunidade.

“Esse ato vai garantir a distribuição de energia elétrica para milhares de pessoas e reforçar uma rede que já existe, mas que hoje é insuficiente”, afirmou.

A avaliação definitiva dependerá da redução efetiva das interrupções, da estabilidade da tensão e do número de residências conectadas depois da obra.

Iluminação pública exige intervenção própria

Moradores também esperam melhorias na iluminação das ruas.

A implantação da rede de distribuição pode criar condições técnicas para futuras instalações, mas o pacote anunciado concentra-se no fornecimento às unidades consumidoras.

O anúncio não especifica quantidade de luminárias, endereços ou investimento próprio em iluminação pública.

Portanto, a expectativa de ruas mais iluminadas não deve ser apresentada como resultado confirmado desta etapa sem a divulgação de projeto específico.

Fornecimento residencial e iluminação pública utilizam a infraestrutura elétrica, mas possuem planejamento, equipamentos e responsabilidades diferentes.

Programa já alcançou milhares de famílias

A iniciativa integra o Energia Cidadã, desenvolvido pela Neoenergia e alinhado ao programa Energia Legal do Governo do Distrito Federal.

O balanço divulgado para esta nova etapa informa que mais de 52 mil famílias receberam fornecimento regularizado nos últimos cinco anos, alcançando aproximadamente 156 mil pessoas.

A concessionária prevê atender outras 40 mil famílias em diferentes áreas do Distrito Federal até 2029.

A ampliação precisa ser acompanhada por indicadores que mostrem não apenas quantas redes foram instaladas, mas quantos imóveis receberam ligação efetiva, quanto tempo o processo levou e como evoluiu a qualidade do serviço.

Também será necessário divulgar os critérios usados para escolher as próximas comunidades atendidas.

Criação da região administrativa segue em tramitação

A 26 de Setembro permanece vinculada administrativamente a Vicente Pires enquanto não for concluído o processo legislativo de criação de uma nova região administrativa.

A proposta foi discutida em audiência pública e recebeu manifestação favorável do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal.

A criação de uma região administrativa busca descentralizar a gestão e aproximar serviços públicos da população. Para entrar em vigor, entretanto, ainda depende dos procedimentos legislativos e da publicação da norma correspondente.

Esse processo é diferente da Regularização Fundiária Urbana.

A Reurb define as condições jurídicas, urbanísticas, ambientais e registrais para a regularização do núcleo ocupado. A criação da região administrativa organiza a prestação de serviços e a estrutura de governo.

Uma medida não substitui a outra.

O requerimento de instauração da Reurb e as providências administrativas anunciadas representam etapas do processo, não a entrega imediata de escrituras aos moradores.

Obra precisa ser medida pela qualidade do fornecimento

A instalação de postes, cabos e transformadores representa uma mudança estrutural para uma comunidade que convive com quedas e oscilações frequentes.

O investimento de R$ 12 milhões deverá ser avaliado por resultados verificáveis.

Entre eles estão o número de unidades efetivamente conectadas, a redução das interrupções, a duração média das falhas, os níveis de tensão, a quantidade de reclamações e o cumprimento do prazo anunciado.

Também será necessário acompanhar quanto cada morador precisará gastar para instalar o padrão de entrada e quantas famílias poderão enfrentar dificuldade para arcar com essa adaptação.

A regularização transfere o consumidor para uma relação formal com a distribuidora. Isso significa acesso a um serviço reconhecido e fiscalizado, mas também cobrança mensal e responsabilidade pelo consumo.

Energia regular amplia segurança, estabilidade e acesso a direitos. Não resolve, sozinha, as pendências fundiárias, urbanísticas e administrativas da 26 de Setembro.

O avanço será completo quando a infraestrutura instalada funcionar de forma contínua e alcançar as famílias que hoje permanecem dependentes de uma rede insuficiente.

Relacionadas, fontes e documentos:

Plano Piloto recebe pacote de R$ 38 milhões em obras (Fonte em Foco)
Operação Ad Sumus reforça policiamento em Ceilândia (Fonte em Foco)
Asfalto tira escola rural da poeira no Incra 9 (Fonte em Foco)
Feira do Guará vira patrimônio cultural do DF (Fonte em Foco)
– Primeira etapa da rede elétrica na 26 de Setembro (Neoenergia Brasília)
Investimento de 12 milhões para levar energia a mais de 6 mil famílias (Agência Brasília)

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