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domingo, 7 junho 2026, 02:05
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Hospital de Santa Maria ganha espaço TEA

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Jeferson Nunes

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Em um avanço para o atendimento humanizado, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) inaugurou, nesta terça-feira (28), o Espaço Humanizar TEA no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Este é o primeiro ambiente sensorial da rede pública do Centro-Oeste dedicado exclusivamente a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O local foi projetado para ser um refúgio: o design busca reduzir drasticamente os estímulos visuais e sonoros, oferecendo tranquilidade e bem-estar aos pacientes e acompanhantes durante a espera hospitalar.

Parceria e inclusão

A iniciativa é um exemplo de união entre setor público e privado. A primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha, foi essencial na articulação, garantindo que a GPS Foundation doasse integralmente todos os itens do espaço, resultando em custo zero para o hospital.

“É impossível pensar em prosperidade sem a junção do setor público, privado e da sociedade civil. Quando há união, tudo nasce mais rápido. Este é mais que um espaço: é um gesto de acolhimento e inclusão”, destacou Mayara Noronha Rocha.

O projeto nasceu da observação da superintendente do HRSM, Eliane Abreu, sobre as dificuldades enfrentadas por famílias atípicas em longas esperas.

A Voz das famílias atípicas

Mães e cuidadores celebraram a novidade, reconhecendo o impacto direto na rotina de crianças neurodivergentes.

Naiara Roque, empresária e mãe autista de dois filhos autistas, ressaltou a importância da adaptação. “Uma sala de espera adaptada faz toda a diferença para evitar crises e desconfortos. Ver o serviço público acolhendo essa causa faz o coração das famílias transbordar de alegria”.

A importância do espaço vai além da espera. Em casos específicos, as equipes médicas e multiprofissionais poderão realizar atendimentos no próprio local, evitando o deslocamento da criança para áreas hospitalares mais estimulantes e garantindo um tratamento mais humanizado.

A meta do IgesDF, segundo o diretor Rodolfo Borges Lira, é que o projeto inspire a criação de espaços semelhantes em toda a rede de saúde do DF.

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