Publicidade
InícioBrasilJustiçaSTF mantém prisão de Filipe Martins após audiência

STF mantém prisão de Filipe Martins após audiência

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Marta Borges

Cobertura relacionada

Ameaças contra ministros do STF reacendem alerta institucional

Ministro Flávio Dino divulgou trechos de relatório de segurança com ameaças contra integrantes do STF e alertou para risco institucional.

Ministra Cármen Lúcia pede desculpas ao país

Crise no STF tem sessão suspensa após vista de Dino, com debate sobre nulidade, relatoria, julgamento de Moraes e pedido de desculpas da Ministra Cármen Lúcia.

A relação entre André Mendonça e Daniel Vorcaro

Ministro André Mendonça confirmou encontro com Daniel Vorcaro antes de assumir a relatoria do caso Master e nega favorecimento.

PF vê elo entre Banco Master, Flávio Bolsonaro e filme Dark Horse

Dark Horse é alvo de nova frente da PF com mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, remessas ao exterior e documentos pedidos.

Fé sob ataque no Brasil

STF manda PF investigar ataques a símbolos religiosos, enquanto dados do Disque 100 mostram avanço das denúncias.

Dino expõe mapa de emendas e empresas no caso Dark Horse

Dark Horse entra no centro de decisão de Dino sobre emendas, empresas e suspeita de circulação de dinheiro público.
Publicidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão de Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro, após audiência de custódia realizada na tarde desta sexta-feira (2). Martins foi condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista, conforme decisão já proferida.

A audiência ocorreu por videoconferência, a partir da Cadeia Pública de Ponta Grossa (PR), onde o ex-assessor foi detido. A sessão foi conduzida pela juíza auxiliar Flávia Martins de Carvalho, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Na decisão, Moraes considerou comprovado o descumprimento da medida cautelar que proibia o uso de redes sociais, fundamento central para a manutenção da prisão. “Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social”, escreveu o ministro, ao afastar a justificativa apresentada pelos advogados.

Descumprimento de cautelar

No sábado (27), Moraes havia concedido prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, impondo, entre outras restrições, a proibição de uso de redes sociais, próprias ou por terceiros. Segundo a decisão que restabeleceu a prisão, houve violação dessa cautelar.

De acordo com os autos, uma denúncia recebida em 29 de dezembro indicou que Martins teria utilizado a rede profissional LinkedIn para buscar perfis de outras pessoas. Na segunda-feira, a defesa foi notificada e teve 24 horas para prestar esclarecimentos.

Os advogados alegaram que Martins não possuía credenciais de acesso às contas e que não teria praticado qualquer ato nas plataformas desde a imposição das restrições. O relator, contudo, entendeu que a explicação não afastou a irregularidade.

Fundamentação do relator

Ao justificar a manutenção da prisão, Moraes afirmou que houve “total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas”, destacando que o uso de redes sociais afronta as medidas cautelares e o ordenamento jurídico.

O processo segue sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito das investigações e ações penais relacionadas aos atos antidemocráticos.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.