Publicidade
InícioBrasilJustiçaSTF mantém prisões domiciliares de condenados por trama golpista

STF mantém prisões domiciliares de condenados por trama golpista

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Marta Borges

Cobertura relacionada

Ministra Cármen Lúcia pede desculpas ao país

Crise no STF tem sessão suspensa após vista de Dino, com debate sobre nulidade, relatoria, julgamento de Moraes e pedido de desculpas da Ministra Cármen Lúcia.

PGR vê falta de elementos para afastar diretor da PF

Parecer da PGR ao STF contesta afastamento da cúpula da PF e aponta falta de evidências individualizadas.

A relação entre André Mendonça e Daniel Vorcaro

Ministro André Mendonça confirmou encontro com Daniel Vorcaro antes de assumir a relatoria do caso Master e nega favorecimento.

Fé sob ataque no Brasil

STF manda PF investigar ataques a símbolos religiosos, enquanto dados do Disque 100 mostram avanço das denúncias.

PF vê elo entre Banco Master, Flávio Bolsonaro e filme Dark Horse

Dark Horse é alvo de nova frente da PF com mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, remessas ao exterior e documentos pedidos.

Dino expõe mapa de emendas e empresas no caso Dark Horse

Dark Horse entra no centro de decisão de Dino sobre emendas, empresas e suspeita de circulação de dinheiro público.
Publicidade

As prisões domiciliares de oito condenados pela trama golpista foram mantidas neste sábado (27), após audiências conduzidas por uma juíza auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As sessões tiveram caráter formal e serviram para cumprir exigências legais relacionadas ao cumprimento da medida.

As audiências foram conduzidas pela juíza Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, que atua no apoio direto ao gabinete do relator. A manutenção das prisões ocorre após decisão tomada na manhã deste sábado, quando Alexandre de Moraes determinou a prisão domiciliar de dez condenados pelos atos golpistas.

A lista inclui sete militares do Exército, uma delegada da Polícia Federal, o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, e Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, nem todas as ordens foram cumpridas.

Carlos Cesar Moretzsohn Rocha não foi localizado pela Polícia Federal e passou a ser considerado foragido. Já o mandado contra o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida não foi executado porque ele estava em viagem à Bahia. Segundo o STF, o militar se comprometeu a retornar a Goiânia para iniciar o cumprimento da prisão domiciliar.

As medidas foram adotadas em meio ao endurecimento do controle judicial para evitar novas fugas de réus condenados. Na sexta-feira (26), o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi detido após fugir para o Paraguai e tentar embarcar para El Salvador utilizando um passaporte falso.

Na avaliação de Alexandre de Moraes, há indícios de uma estratégia articulada de evasão por parte de condenados pelos atos golpistas. O ministro citou diversos episódios de fuga envolvendo réus das ações penais relacionadas ao 8 de janeiro, incluindo o caso do ex-deputado Alexandre Ramagem.

“O modus operandi da organização criminosa condenada pelo Supremo Tribunal Federal indica a possibilidade de planejamento e execução de fugas para fora do território nacional, inclusive com a ajuda de terceiros”, afirmou Moraes na decisão.

A manutenção das prisões domiciliares reforça a leitura do STF de que o risco de evasão é concreto e atual. Mais do que uma formalidade processual, a medida funciona como instrumento para garantir a execução das penas e preservar a autoridade das decisões judiciais, em um contexto ainda sensível para a democracia brasileira.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.