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STF marca 8 de janeiro com evento em defesa da democracia

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Marta Borges

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O Supremo Tribunal Federal (STF) promove, no próximo 8 de janeiro, em Brasília, um evento para relembrar os atos golpistas ocorridos há três anos, quando milhares de apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, exigindo uma intervenção militar para reverter o resultado das eleições de 2022.

Para marcar a data, a Corte realiza o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, com programação ao longo do dia que inclui exposição, documentário, roda de conversa com jornalistas e mesa de debate.

A agenda começa no início da tarde com a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, no Espaço do Servidor do STF. Na sequência, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução”, no Museu do STF.

O cronograma prevê ainda uma roda de conversa com profissionais da imprensa, também no museu da Corte, e se encerra com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no Salão Nobre do Supremo.

“Face visível” de um movimento golpista

Ao lembrar os dois anos dos ataques, em 2025, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que os atos do 8 de janeiro representaram a “face visível” de um movimento subterrâneo que, segundo ele, buscava articular um golpe de Estado.

“Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui também um esforço para virar a página, mas sem arrancá-la da história”, afirmou o ministro durante a cerimônia oficial.

Escalada de ataques antes do 8 de janeiro

Os atos de 8 de janeiro foram precedidos por uma escalada de ações antidemocráticas iniciada após a divulgação do resultado das eleições, em 30 de outubro de 2022, que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

Naquele período, ocorreram bloqueios de rodovias, acampamentos em frente a quartéis, a tentativa de explosão de uma bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal, e a invasão de uma delegacia da Polícia Federal, após a queima de ônibus no dia da diplomação do presidente eleito.

Investigações e responsabilização

As investigações sobre os episódios seguem sob análise do Supremo Tribunal Federal. De acordo com decisões já proferidas e peças apresentadas nos inquéritos, o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos são apontados como alvos de apurações que investigam a existência de uma conspiração contra o resultado eleitoral, incluindo tentativas de envolvimento de comandantes militares.

O STF tem reforçado que a responsabilização ocorre de forma individual, com base em provas e no devido processo legal, e que a preservação da memória institucional é parte do compromisso da Corte com a defesa da democracia e do Estado de Direito.

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