Publicidade
InícioBrasilFebre Amarela: entenda os sintomas e transmissão para se proteger

Febre Amarela: entenda os sintomas e transmissão para se proteger

Publicado em

Cobertura relacionada

Anvisa aprova remédio para esquistossomose em crianças

Registro do Farmanguinhos Arpraziquantel amplia tratamento da esquistossomose em crianças pequenas.

Saúde pode evitar 739 mil mortes e elevar PIB

Estudo estima que ações efetivas de saúde podem evitar 739 mil mortes prematuras no Brasil e ampliar a vida saudável.

Anvisa aprova novo medicamento para lúpus

Gazya, à base de obinutuzumabe, ganha nova indicação para adultos com lúpus ativo moderado a grave.

Fim das bets expõe vício e dívidas

Medida provisória proíbe apostas online no Brasil e reacende debate sobre vício, dívidas, publicidade, adolescentes e atendimento no SUS.

AdaptaSUS prepara a saúde para os impactos do El Niño

Plano do Ministério da Saúde organiza resposta do SUS aos impactos do El Niño 2026-2027 e das mudanças climáticas.

Alerta para neoplasia cervical

Neoplasia cervical voltou ao debate após diagnóstico de Luis Roberto. Entenda sinais, riscos e quando procurar atendimento médico. SBCO Divulgação
Publicidade

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, até o dia 28 de janeiro o Estado de São Paulo registrou oito casos, com quatro mortes, por febre amarela em 2025. Ao longo de todo o ano passado foram dois casos da doença e apenas uma morte nos 645 municípios de São Paulo. Esse aumento reforça o alerta sobre a importância da prevenção, da importância da vacinação, especialmente em regiões próximas a áreas de mata em que a circulação do vírus é maior.

O infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dr. Thiago Morbi, destaca que a conscientização da população para a vacinação é a principal ferramenta de combate à doença. “A vacina contra a febre amarela é altamente eficaz, segura e proporciona proteção ao longo da vida com uma única dose. Pessoas não imunizadas devem procurar a vacinação o quanto antes, especialmente em épocas de maior transmissão e em áreas de risco”, explica Dr. Thiago.

Desde 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a dose única como suficiente para garantir imunidade vitalícia.

O que é a febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa, viral, transmitida pela picada de mosquitos infectados e categorizada por dois ciclos: no ciclo urbano, o vetor é o Aedes aegypti, enquanto no ciclo silvestre, mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus após picarem macacos infectados. Nesses casos, humanos não vacinados tornam-se hospedeiros acidentais ao entrarem em áreas de matas.

Os sintomas mais comuns são febre súbita, dores musculares, náuseas e dor de cabeça, mas podem evoluir para quadros graves, como insuficiência hepática, hemorragias e até falência de múltiplos órgãos. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, 20% a 50% dos casos graves podem levar ao óbito. Não há um tratamento específico para a febre amarela, apenas o manejo dos sintomas e cuidados intensivos em casos mais sérios.

“A prevenção é crucial, e a vacinação é a medida mais eficiente. Para quem não pode se vacinar, como imunossuprimidos e gestantes, é indispensável o uso de repelentes, roupas de manga longa e mosquiteiros”, complementa o infectologista.

Vacinação é a chave

Desde 2018, a vacina contra a febre amarela está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Brasil. Recentemente, o Governo de São Paulo intensificou campanhas de vacinação seletiva em áreas próximas a parques e regiões de mata, reforçando a busca ativa por não vacinados. Além disso, o Ministério da Saúde enviou 100 mil doses extras para o estado de São Paulo no início de janeiro, com o objetivo de evitar novos surtos e aumentar a cobertura vacinal em regiões vulneráveis.

A vacina deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco, e é indicada a partir dos 9 meses de idade, sendo que pessoas com mais de 60 anos devem ser avaliadas previamente pelo médico especialista. “O imunizante oferece de 95% a 99% de proteção e é suficiente com apenas uma dose para garantir imunidade ao longo da vida”, conta o infectologista.

Além da vacinação

Além de garantir a imunização, a população pode adotar medidas simples para reduzir os criadouros de mosquitos, como eliminar recipientes com água parada e usar telas de proteção em janelas. O Dr. Thiago Morbi reforça a importância dessas ações: “a conscientização da comunidade é essencial para reduzir a proliferação de mosquitos e proteger a saúde coletiva contra a febre amarela e outras doenças transmitidas por vetores, como dengue e Zika vírus.”

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade