Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeANS determina que planos cubram novos remédios, exames e cirurgias

ANS determina que planos cubram novos remédios, exames e cirurgias

Publicado em

Reportagem:
Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

Doença de Creutzfeldt-Jakob e o caso Lito Sousa

Entenda o que é a Doença de Creutzfeldt-Jakob, quais tratamentos experimentais estão em estudo e os limites atuais da ciência.

Consulta sobre cursos técnicos termina nesta quarta

MEC recebe até esta quarta contribuições para atualizar 197 cursos técnicos em 13 eixos do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos.

PEC da Segurança vai à CCJ com texto da Câmara mantido

PEC Segurança entra na pauta da CCJ do Senado com texto da Câmara preservado e mudanças no pacto federativo. Entenda os principais pontos.

DNA para identificação de pessoas desaparecidas

Familiares de pessoas desaparecidas poderão fornecer material genético no Instituto de Pesquisa de DNA Forense do Distrito Federal entre 24 e 28 de agosto. A coleta integra uma mobilização nacional e permite comparar os perfis com registros de pessoas vivas e falecidas ainda não identificadas.

AdaptaSUS prepara a saúde para os impactos do El Niño

Plano do Ministério da Saúde organiza resposta do SUS aos impactos do El Niño 2026-2027 e das mudanças climáticas.

Câmara aprova penas mais duras para crimes sexuais

Crimes sexuais podem ter penas maiores após aprovação de projeto na Câmara. Texto ainda será analisado pelo Senado.
Publicidade

Uma nova resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicada nesta terça-feira (2) no Diário Oficial da União, promoveu uma ampla atualização nos procedimentos e eventos que devem ter cobertura garantida por planos de saúde privados. Novos exames e tratamentos passaram a fazer parte da lista obrigatória de assistência, que deverá ser observada a partir de abril.

Ao todo, foram adicionadas 69 coberturas, sendo 50 relativas a medicamentos e 19 referentes a exames, terapias e cirurgias indicadas no tratamento de enfermidades do coração, intestino, coluna, pulmão e mama, entre outras.

Entre os remédios, passam a integrar a lista obrigatória de assistência 17 imunobiológicos que poderão ser usados para tratar doenças inflamatórias, crônicas e autoimunes, como psoríase, asma e esclerose múltipla.

Outros 19 são antineoplásicos orais indicados no enfrentamento de diversos tipos de câncer. Mulheres com tumor na mama em estágio avançado, por exemplo, poderão contar com a cobertura do Abemaciclibe, Ribociclibe e Palbociclibe. Outra droga incluída é o Osimertinibe, que tem sido apontado em estudos como responsável por aumentar a sobrevida de pacientes com câncer de pulmão metástico. A lista traz ainda novas opções para tratar leucemias, melanomas, mielomas e tumores de fígado, rim e próstata.

Em relação às cirurgias, terão coberturas novas intervenções para tratar hérnia de disco lombar e deformidade na mandíbula, além de problemas na coluna cervical e no coração. Os exames e terapias incluídos permitirão diagnósticos e tratamentos de tuberculose, inflamação intestinal, leucemia mielóide, cânceres de pulmão e de mama, entre outras doenças. Consultas com enfermeiro obstetra ou obstetriz também têm agora assistência garantida.

Validade

As mudanças foram aprovadas em reunião na última quarta-feira (24). Elas valem para todos os planos contratados a partir de 1999. Também se aplicam aos que foram contratados antes dessa data que tiverem sido adaptados conforme a lei federal 9.656/1998, conhecida como Lei dos Planos de Saúde.

Segundo nota divulgada pela ANS, a elaboração da nova resolução normativa se deu a partir de um processo transparente e de uma análise robusta, que contou com diversas etapas de discussões técnicas e com ampla participação da sociedade, que enviou 30.658 contribuições durante consulta pública aberta entre outubro e novembro do ano passado.

“Pela primeira vez no processo de revisão do rol foram utilizados, de modo sistematizado, dados de saúde e informações financeiras para a análise crítica das avaliações econômicas e para as estimativas de impacto orçamentário de cada tecnologia”, diz o texto.

A atualização, segundo a ANS, levou em conta critérios variados como os benefícios clínicos comprovados, o alinhamento às políticas nacionais de saúde e a relação entre custo e efetividade. Os procedimentos incorporados foram aqueles em que os ganhos coletivos e os resultados clínicos foram considerados os mais relevantes para o conjunto dos pacientes.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.