O estado de São Paulo confirmou 19 casos e 18 mortes por febre maculosa entre janeiro e julho deste ano. A doença pode evoluir rapidamente e exige avaliação médica imediata quando houver febre após exposição a carrapatos ou visita a áreas de mata, fazendas, trilhas e vegetação alta.
Os registros se concentram em áreas de vigilância epidemiológica das regiões de Piracicaba, Campinas, Sorocaba, Santo André e São José dos Campos. Parte dos locais prováveis de infecção ainda está em investigação.
Febre maculosa tem sintomas parecidos com outras doenças
A febre maculosa é uma infecção bacteriana transmitida pela picada de carrapatos infectados. No Sudeste, a forma mais grave está associada à bactéria Rickettsia rickettsii.
Nos primeiros dias, os sintomas podem ser confundidos com dengue, leptospirose e outras infecções. Febre, dor de cabeça intensa, dor muscular, mal-estar, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal estão entre os sinais iniciais.
Com a evolução do quadro, podem surgir manchas vermelhas, especialmente nos pulsos e tornozelos, que avançam para mãos, braços e pés. Em casos graves, há risco de comprometimento de órgãos, gangrena e insuficiência respiratória.
Tratamento não deve esperar resultado de exame
A confirmação laboratorial pode levar semanas. Por isso, o Ministério da Saúde orienta que o tratamento antibiótico seja iniciado imediatamente diante de suspeita clínica, sem aguardar o resultado dos exames.
Ao procurar atendimento, a pessoa deve informar se esteve em mata, gramado, fazenda, trilha ou outro ambiente com possibilidade de contato com carrapatos. Esse histórico ajuda a equipe de saúde a avaliar o quadro com mais rapidez.
Como reduzir o risco de febre maculosa
A prevenção depende de evitar o contato com carrapatos. Em áreas arborizadas ou com vegetação alta, a recomendação é usar roupas claras, calça comprida, botas e blusas de manga longa.
Também é importante vistoriar o corpo, as roupas e os animais de estimação após passeios. Cães podem transportar carrapatos para o ambiente doméstico.
Se houver carrapato aderido à pele, a orientação é retirá-lo com uma pinça, puxando-o com cuidado e firmeza, sem apertar ou esmagar. Depois, lave o local com água e sabão ou álcool. As roupas usadas devem ser colocadas em água fervente.
Atenção aos primeiros sinais pode evitar agravamento
A febre maculosa é uma doença grave, mas o atendimento precoce muda o desfecho. Febre após exposição a carrapatos ou a áreas de risco não deve ser tratada como um sintoma comum: procure um serviço de saúde e informe onde esteve.
Fontes e documentos:
– INSS amplia dispensa de carência para 18 condições (Fonte em Foco)
– Sarampo em SP chega a 16 casos e reforça vacinação (Fonte em Foco)
– Multivacinação começa hoje e vai até 1º de setembro (Fonte em Foco)
– Agosto Dourado reforça apoio à amamentação no Brasil (Fonte em Foco)
– Anvisa manda apreender Mounjaro falso com série irregular (Fonte em Fooco)
– SP registra 18 mortes por febre maculosa em 19 casos confirmados (Agência Brasil)
– Informações clínicas sobre febre maculosa (Ministério da Saúde)
– Informações epidemiológicas sobre febre maculosa no estado (Secretaria da Saúde de São Paulo)

