Publicidade
InícioBrasíliaSegurança DFDelegacias do DF recebem R$ 78,1 milhões em obras

Delegacias do DF recebem R$ 78,1 milhões em obras

Publicado em

Reportagem:
Marta Borges

Cobertura relacionada

Bets entram no foco do combate ao crime organizado

Governo apresenta ao STF dados sobre bets, crime organizado e R$ 3,3 bilhões bloqueados enquanto Corte debate a proibição das apostas on-line.

PF investiga R$ 100 milhões da previdência de São Roque

Operação Entressafras investiga investimentos do São Roque Prev entre 2022 e 2024. Polícia Federal cumpriu nove mandados em dois estados.

Eleições 2026 DF: Celina lidera duas pesquisas para governo

Celina Leão lidera as últimas pesquisas para o Governo do DF. Os levantamentos Real Time Big Data e Quaest mostram a disputa com Leandro Grass.

Reta final dos candidatos no DF

Semana eleitoral no DF reuniu agendas de rua, pesquisas recentes, disputa por duas vagas ao Senado e decisão contra Arruda no TSE.

Operação Lívia investiga coerção on-line de adolescentes

Operação Lívia investiga grupo suspeito de coagir adolescentes on-line e analisa material apreendido em cinco estados pelas equipes policiais.

Segurança pública ocupa espaço central na disputa presidencial

Planos de governo de Lula e Flávio Bolsonaro para segurança pública divergem em crime organizado, tecnologia, prisões e armas.
Publicidade

Morador encontra delegacias mais modernas, áreas separadas e atendimento mais reservado no Distrito Federal

Quem procura uma delegacia no Distrito Federal já encontra mudanças que vão além da aparência do prédio. Segundo balanço divulgado pelo governo local, entre 2019 e 2025 foram investidos R$ 78,1 milhões em obras e requalificações na Polícia Civil do DF, com reflexos no atendimento ao público, na separação de ambientes e na ampliação de serviços especializados.

Atendimento mais reservado e estrutura reorganizada

De acordo com o delegado-geral adjunto Saulo Lopes, as novas unidades passaram a separar as áreas de atendimento ao público, custódia e trabalho interno. A reconfiguração inclui espaços específicos para apoio da Polícia Militar e ambientes voltados ao acolhimento de mulheres e crianças vítimas de violência, com salas reservadas e estrutura mais adequada para atendimentos sensíveis.

A principal obra desse ciclo, segundo o balanço oficial, foi a construção do novo Instituto Médico Legal, no Plano Piloto, com investimento de cerca de R$ 47,4 milhões. A mudança mais relevante, nesse caso, não foi apenas arquitetônica. O novo modelo passou a separar acessos de vítimas, familiares e autores de crimes, reduzindo exposição e tensão em um dos pontos mais delicados da rede pública de segurança.

Nova delegacia, reformas e expansão de núcleos especializados

No período, também foi construída a nova sede da 35ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho II, com investimento informado de R$ 10,5 milhões. Além disso, houve reformas na Deam I, na 17ª DP, na 9ª DP, na 10ª DP, no posto policial do aeroporto e na Divisão de Operações Aéreas. O relatório de gestão da PCDF também registra intervenções recentes em unidades e núcleos especializados, o que reforça a linha de modernização estrutural.

Os investimentos ainda incluíram a criação de três Núcleos de Atendimento à Mulher na 29ª DP, 38ª DP e 11ª DP, além da requalificação do Instituto de Pesquisa de DNA Forense. Na prática, esse desenho amplia a capilaridade do atendimento especializado e reduz a dependência de deslocamentos para áreas centrais do DF.

Delegacia eletrônica e descentralização dos serviços

Outro ponto destacado pela direção da corporação é a delegacia eletrônica, que permite registrar ocorrências pela internet. O DF afirma ter sido pioneiro no registro online de casos de violência doméstica com pedido de medida protetiva, o que reduz barreiras de acesso para vítimas em situação de risco.

Na Ceilândia, o complexo regional passou a contar com Deam II e IML ao lado da 15ª DP, em um movimento de descentralização que aproxima serviços de regiões com grande densidade populacional. A lógica é simples e poderosa: quando o Estado para de obrigar o cidadão a atravessar a cidade para ser atendido, ele deixa de tratar acesso como teste de resistência.

Quando obra pública deixa de ser concreto e vira serviço

No discurso oficial, a modernização física aparece ligada aos bons indicadores de segurança. Esse vínculo exige cautela, porque obra, atendimento, gestão, efetivo e política criminal não produzem resultado isoladamente. Ainda assim, há um dado objetivo no pano de fundo: o Atlas da Violência 2024 colocou Brasília como a segunda capital mais segura do país com base na taxa de homicídios de 2022, atrás de Florianópolis.

Isso não transforma automaticamente prédio novo em política perfeita. Mas mostra que infraestrutura, quando acompanhada de reorganização do atendimento e expansão de serviços, pode deixar de ser apenas vitrine administrativa. Em segurança pública, parede pintada não resolve sozinha. Já fluxo separado, acolhimento reservado e serviço mais perto de casa começam, de fato, a mudar a experiência de quem mais precisa do Estado.

Fontes e documentos:

– Investimentos de R$ 78,1 milhões modernizam delegacias do DF e ampliam segurança e atendimento à população (Agência Brasília)
– Brasília é a segunda capital mais segura do país, aponta Atlas da Violência 2024 (Agência Brasília)
– Relatório Integrado de Gestão 2025 da Polícia Civil do DF (PCDF)

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.