Publicidade
InícioBrasilPolíticaLula defende combate conjunto ao crime no Mercosul

Lula defende combate conjunto ao crime no Mercosul

Publicado em

Reportagem:
Reporter: Marta Borges

Cobertura relacionada

Eleições 2026 DF: Celina lidera duas pesquisas para governo

Celina Leão lidera as últimas pesquisas para o Governo do DF. Os levantamentos Real Time Big Data e Quaest mostram a disputa com Leandro Grass.

747 vagas de emprego no DF nesta quinta 15/10

DF tem 747 vagas de emprego nesta quinta 15/10, com destaque para motoristas em Brazlândia e 162 oportunidades de repositor em várias regiões.

Agências do Trabalhador abrem a semana com 747 vagas

Agências do Trabalhador têm 747 vagas nesta segunda-feira no DF. Há salários de até R$ 3,3 mil e oportunidades para diferentes perfis.

Mega-Sena sorteia R$ 150 milhões hoje 14/10

Concurso 3.070 da Mega-Sena sorteia R$ 150 milhões nesta quarta 14/10, após ajuste no calendário pelo feriado.

Netinho morre aos 60 anos e deixa legado no axé

Netinho, voz de sucessos como Milla e Beijo na Boca, morreu aos 60 anos em Salvador após complicações de câncer.

Terracap abre cadastramento para lotes no Guará II

Terracap recebe cadastros de ocupantes do Setor de Oficinas do Guará II. O procedimento exige documentos e permite optar pela concessão onerosa de uso.
Publicidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (20), durante a Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu, que o enfrentamento ao crime organizado deve ser uma prioridade permanente do bloco, independentemente da orientação política dos governos de Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Segundo Lula, o enfraquecimento das instituições democráticas abre espaço para a expansão de atividades ilícitas. Para o presidente, segurança pública é um dever do Estado e um direito do cidadão, acima de disputas ideológicas.

Cooperação regional contra redes criminosas

No discurso, Lula destacou que o Mercosul vem ampliando mecanismos de cooperação para combater o crime organizado transnacional. Entre as iniciativas citadas estão a criação, há mais de uma década, de uma instância regional voltada às políticas de combate às drogas, além da assinatura recente de um acordo contra o tráfico de pessoas.

O presidente mencionou ainda a criação de uma comissão regional para implementar uma estratégia comum contra o crime organizado e a instalação de um grupo de trabalho especializado em recuperação de ativos, com o objetivo de asfixiar as fontes de financiamento de atividades ilícitas.

Regulação digital entra na agenda de segurança

Lula também defendeu a regulação dos ambientes digitais como ferramenta essencial no combate ao crime. Para ele, a internet não pode ser tratada como um território sem regras, especialmente quando envolve a proteção de crianças, adolescentes e dados pessoais.

O presidente anunciou a intenção do Brasil de propor, em articulação com o Uruguai, a convocação de uma reunião de ministros da Justiça e da Segurança Pública do Consenso de Brasília. A ideia é discutir formas de fortalecer a cooperação sul-americana no enfrentamento ao crime organizado em escala regional.

Violência contra mulheres preocupa o bloco

Outro tema central do discurso foi a violência de gênero, apontada por Lula como um dos maiores desafios de segurança pública na América Latina. O presidente lembrou dados da Cepal, segundo os quais 11 mulheres latino-americanas são assassinadas diariamente, fazendo da região a mais letal do mundo para mulheres.

Lula informou que enviou ao Congresso Nacional um acordo que permite que medidas protetivas concedidas a mulheres em um país do Mercosul tenham validade nos demais integrantes do bloco. Ele também propôs ao Paraguai, que assume a presidência do Mercosul, a criação de um pacto regional pelo fim do feminicídio e da violência contra as mulheres.

Alerta para risco de conflito armado

O presidente reservou parte do discurso para alertar sobre o risco de um conflito militar na América do Sul, diante da ameaça de uma eventual intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, sob o argumento de combate ao narcotráfico.

Lula classificou uma intervenção armada como uma catástrofe humanitária e um precedente perigoso para o direito internacional. Segundo ele, a presença militar de uma potência extrarregional volta a assombrar o continente mais de quatro décadas após a Guerra das Malvinas.

Defesa da democracia brasileira

Ao final, Lula fez uma defesa enfática da democracia e citou a resposta institucional do Brasil à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023. O presidente afirmou que os responsáveis foram investigados, julgados e condenados dentro do devido processo legal.

Para Lula, o episódio marcou um acerto de contas histórico do país com seu passado autoritário, reforçando o papel das instituições democráticas como barreira contra retrocessos.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.