Publicidade
InícioBrasilCulturaMorre Nelsinho Rodrigues aos 79 anos no Rio de Janeiro

Morre Nelsinho Rodrigues aos 79 anos no Rio de Janeiro

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Paulo Andrade

Cobertura relacionada

Lei limita protesto de contas de serviços essenciais

Conta em protesto no DF terá aviso prévio, limites e proteção a consumidores vulneráveis. Veja como a nova lei muda a cobrança em 90 dias.

Brasil aciona reciprocidade após tarifa de 25% dos EUA

Tarifa dos EUA de 25% amplia custos para exportadores. Brasil prepara reciprocidade e contestação na OMC. Leia os impactos.

Acolhimento atende 28 pontos no Plano Piloto e Samambaia

Acolhimento DF atenderá pessoas em situação de rua em 28 pontos. Confira os endereços, serviços oferecidos e regras para os bens.

Setor Leste do Gama terá água suspensa nesta quinta

Água no Gama será interrompida das 7h30 às 20h em 11 quadras do Setor Leste. Confira as áreas afetadas e prepare sua reserva doméstica.

Governo avalia ir ao STF contra aposentadoria especial

PEC dos agentes cria aposentadoria diferenciada e impacto bilionário. Veja por que o governo avalia questionar a medida no STF.

Acolhimento percorre 23 pontos do Plano Piloto

Acolhimento DF atenderá pessoas em 23 pontos do Plano Piloto, com assistência social e transporte gratuito de pertences.
Publicidade

Diretor e produtor cultural foi um dos nomes da retomada do carnaval de rua

O diretor teatral, roteirista e produtor cultural Nelson Rodrigues Filho, o Nelsinho, morreu na madrugada de quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, no Rio de Janeiro, aos 79 anos. Ele era filho do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues.

Ao longo de uma trajetória própria nas artes cênicas, Nelsinho também marcou a cultura popular ao se tornar um dos personagens centrais da revitalização do carnaval de rua carioca. Em 1985, ele ajudou a fundar, em Botafogo, o Bloco do Barbas, que se consolidou como símbolo de um carnaval popular, crítico e democrático.

Bloco do Barbas e a virada no carnaval de rua

O Barbas nasceu no entorno de Botafogo e cresceu como referência pela irreverência e pelas críticas políticas que atravessam suas marchinhas e sua presença na rua, em um período em que o carnaval de rua ainda buscava retomar fôlego na cidade.

Em nota publicada nas redes, o Bloco do Barbas e a associação Sebastiana despediram-se de Nelsinho como um dos pilares da organização do carnaval de rua e lembraram sua atuação na defesa do direito de ocupar a cidade com alegria e crítica.

Nota do Ministério da Cultura cita militância e prisão na ditadura

Em nota oficial, o Ministério da Cultura destacou que, durante a ditadura militar, Nelsinho foi militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) e ficou preso por sete anos, experiência que, segundo a pasta, marcou sua vida. O texto ressalta que ele manteve atuação engajada ao longo das décadas, articulando cultura, memória e participação política.

Legado entre teatro, produção cultural e rua

A morte de Nelsinho tem peso que vai além do sobrenome. Na prática, ele ajudou a reabrir espaço para um carnaval de rua mais organizado e mais consciente de si mesmo, num Rio em que a disputa pelo espaço público sempre foi política, mesmo quando tenta se disfarçar de “apenas festa”.

Fontes e documentos:
Nota de pesar: Nelson Rodrigues Filho (Nelsinho)
sebastianaoficial e blocodobarbas – Intagram

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.