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Restaurantes comunitários ampliam acesso à alimentação no DF

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Reportagem:
Repórter: Paulo Andrade

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O Governo do Distrito Federal (GDF) vem fortalecendo a política de segurança alimentar e nutricional por meio da ampliação e qualificação dos restaurantes comunitários, que hoje garantem refeições regulares e de baixo custo à população em situação de vulnerabilidade.

Desde 2019, a rede foi reforçada com a inauguração de novas unidades, ampliação dos dias de funcionamento e aumento no número de refeições servidas. Além disso, o valor do almoço foi reduzido de R$ 3 para R$ 1. Já em 2020, pessoas em situação de rua passaram a ter gratuidade nas refeições.

Alimentação gratuita como estratégia social

De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil e coordenador do plano distrital, Gustavo Rocha, a gratuidade integra a estratégia de combate à insegurança alimentar.

“O governador Ibaneis Rocha determinou que a alimentação para essas pessoas no restaurante comunitário é gratuita. Somente no último ano, foram oferecidas mais de 1,8 milhão de refeições a esse público”, afirmou.

Segundo ele, a medida busca garantir que pessoas em situação de vulnerabilidade tenham acesso diário à alimentação, condição considerada essencial para a organização da rotina e para o acesso a outros serviços públicos.

Combate à fome e acesso regular às refeições

A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, destacou que a política está diretamente ligada ao enfrentamento da fome no Distrito Federal.

“Quando falamos de segurança alimentar e nutricional, falamos do combate à fome. Ninguém com fome consegue pensar ou planejar o dia. A primeira providência é garantir que as pessoas estejam bem alimentadas”, afirmou.

Ela também ressaltou a manutenção do valor simbólico das refeições. Segundo a secretária, embora os restaurantes comunitários já tivessem esse papel social, o preço do almoço havia sido elevado em gestões anteriores. Atualmente, o valor permanece fixado em R$ 1.

Impacto direto na vida dos usuários

Frequentador do Restaurante Comunitário de Ceilândia, Rafael Bruno de Oliveira acompanha as mudanças no serviço desde 2014. Segundo ele, a ampliação das refeições e a melhoria do cardápio fizeram diferença na rotina.

“Antes era só almoço. Hoje tem café da manhã e jantar. O cardápio varia e a comida melhorou bastante”, relatou.

Rafael vive em situação de vulnerabilidade após perder os pais e romper vínculos familiares. Para ele, a gratuidade garante a principal refeição do dia. “Nem todo dia a gente consegue R$ 1. Aqui, independente do dia, eu sei que vou comer”, explicou.

O restaurante de Ceilândia serve cerca de 600 refeições gratuitas por dia a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Alimentação como ponto de partida para a reconstrução

Usuário do serviço há cerca de cinco anos, Jaílson Santos Gonçalves relata que passou a viver nas ruas após problemas com drogas e rompimento familiar. O acesso às refeições gratuitas ocorreu após atendimento no Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

“Depois do encaminhamento, comecei a almoçar aqui de graça. Hoje eu acordo sabendo que vou ter comida”, contou.

Segundo ele, a garantia da alimentação trouxe mais tranquilidade e ajudou no processo de reorganização pessoal. “Saber que não vai passar fome muda muita coisa. Hoje estou tentando mudar, um passo de cada vez”, afirmou.

Crescimento no número de refeições

O volume de refeições servidas pelos restaurantes comunitários do DF cresceu de forma contínua nos últimos anos:

  • 2021: 99.922 refeições

  • 2022: 320.175

  • 2023: 628.910

  • 2024: 1.111.253

  • 2025: 1.724.871 refeições até novembro

  • Previsão para 2025: 1.881.677 refeições

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