Publicidade
InícioBrasilEconomiaMercado reduz previsão de inflação para 2026

Mercado reduz previsão de inflação para 2026

Publicado em

Reportagem:
Fabíola Fonseca

Cobertura relacionada

IPCA sobe 0,82% e inflação volta a superar meta

Inflação oficial de setembro acelera para 0,82%, maior nível desde março, com pressão da conta de luz, alimentos e transportes.

IBC-Br cresce 0,3% em agosto e indústria avança

Atividade econômica cresce 0,3% em agosto. Indústria avança 0,9%, agropecuária recua 1,8% e IBC-Br acumula alta de 1,6% em 12 meses.

Pix por aproximação fica sem teto fixo

Banco Central retira limite fixo de R$ 500 do Pix por aproximação, mas operações seguem sujeitas aos limites e à segurança da conta.

Mercado passa a prever Selic de 13,75% no fim de 2026

Mercado prevê Selic de 13,75% no fim de 2026 e inflação de 5,3%. Entenda os efeitos sobre crédito, consumo e economia brasileira.

Mercado espera corte da Selic para 13,75% nesta semana

Selic deve cair para 13,75%, segundo o mercado. Focus também reduz projeção de inflação e PIB para 2026.

Inflação maior e PIB menor

Mercado financeiro eleva projeção de inflação, reduz crescimento do PIB e mantém estimativas para Selic e dólar no Focus.
Publicidade

Boletim Focus projeta IPCA em 5,30%, ainda acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central

A projeção do mercado financeiro para a inflação de 2026 caiu de 5,33% para 5,30%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 6 de julho, pelo Banco Central.

A redução interrompe uma sequência de 16 semanas sem queda na estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA.

Mesmo com o recuo, a previsão continua acima do teto da meta de inflação. O centro da meta perseguida pelo Banco Central é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Na prática, isso significa que o limite superior é de 4,5%.

Inflação segue acima da meta

O IPCA é o índice oficial usado para medir a inflação no Brasil.

Ele acompanha a variação de preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias e serve de referência para a política monetária.

Quando as expectativas de inflação permanecem acima da meta, o Banco Central tende a agir com mais cautela na definição da taxa básica de juros.

Por isso, mesmo uma queda pequena na projeção é observada de perto pelo mercado.

O recuo para 5,30% indica alívio marginal, mas ainda não representa uma convergência efetiva para a meta.

Para 2027, a estimativa de inflação subiu de 4,17% para 4,18%.

As projeções para 2028 e 2029 ficaram estáveis, em 3,70% e 3,50%, respectivamente.

Selic deve terminar 2026 em 14%

A projeção para a taxa Selic ao fim de 2026 foi mantida em 14% ao ano.

A taxa básica está atualmente em 14,25% ao ano, após decisão do Comitê de Política Monetária em junho.

Com isso, a mediana do Focus indica que o mercado espera mais um corte de juros até o fim do ano.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 4 e 5 de agosto.

Para 2027, a expectativa para a Selic permaneceu em 12% ao ano.

As projeções para 2028 e 2029 também ficaram estáveis, em 10,5% e 10% ao ano.

A leitura é direta: o mercado ainda vê juros altos por mais tempo. O freio continua no pé, mesmo que o carro tenha reduzido um pouco a velocidade.

PIB de 2026 fica em 1,99%

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto em 2026 ficou estável em 1,99%.

O PIB mede a soma de bens e serviços produzidos no país e é o principal indicador de atividade econômica.

Para 2027, a projeção subiu levemente, de 1,68% para 1,69%.

Já para 2028 e 2029, o mercado manteve a expectativa de crescimento em 2% para cada ano.

O conjunto das projeções indica uma economia crescendo em ritmo moderado.

A combinação de juros elevados e inflação acima da meta tende a limitar uma aceleração mais forte da atividade.

Dólar segue projetado em R$ 5,20

A estimativa para a cotação do dólar ao fim de 2026 foi mantida em R$ 5,20.

Para 2027, a projeção permaneceu em R$ 5,58.

A mediana para 2028 ficou em R$ 5,35, enquanto a estimativa para 2029 seguiu em R$ 5,40.

As projeções de câmbio influenciam diretamente a leitura sobre inflação, especialmente em produtos importados, combustíveis, insumos industriais e alimentos com preços ligados ao mercado internacional.

Quando o dólar permanece pressionado, parte desse custo pode chegar ao consumidor.

Focus mostra expectativas do mercado

O Boletim Focus reúne projeções de bancos, corretoras, gestoras e consultorias.

O relatório não representa uma previsão oficial do Banco Central.

Ele mostra a mediana das expectativas coletadas pelo BC até a sexta-feira anterior à divulgação.

Por isso, o boletim funciona como um termômetro das percepções do mercado sobre inflação, juros, crescimento e câmbio.

As projeções podem mudar semanalmente conforme novos dados econômicos, decisões do Copom, comportamento do dólar, preços internacionais e cenário fiscal.

Nesta semana, o dado mais relevante foi a primeira queda da projeção do IPCA após várias semanas de pressão.

Ainda assim, o número permanece desconfortável para a meta. Em economia, cair um pouco não significa estar no lugar certo.

Relacionadas, fontes e documentos:

– Brasil contesta novas barreiras da UE ao aço brasileiro (Fonte em Foco)
– Segundo lote do IR alcança 9,5 milhões de contribuintes (Fonte em Foco)
– Governo abre crédito de R$ 550 milhões para diesel (Fonte em Foco)
– Gastos de turistas no Brasil chegam a R$ 25 bilhões (Fonte em Foco)
– Focus Relatório de Mercado (Banco Central do Brasil)
– Relatório Focus (Banco Central do Brasil)

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.