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DF reajusta hora do serviço voluntário das forças de segurança

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Marta Borges

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Ibaneis eleva de R$ 50 para R$ 95 a hora do SGV no Distrito Federal

O Governo do Distrito Federal atualizou de R$ 50 para R$ 95 o valor da hora do Serviço Gratificado Voluntário (SGV) para profissionais das forças de segurança. O ato foi assinado pelo governador Ibaneis Rocha nesta quarta-feira, 25 de março de 2026. Para policiais militares e bombeiros militares, a medida foi formalizada por decreto. Já para policiais civis, policiais penais e agentes socioeducativos, o reajuste depende de projeto de lei encaminhado à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

A mudança alcança profissionais que atuam diretamente na linha de frente da segurança pública e também servidores vinculados ao sistema socioeducativo. Segundo o texto divulgado pelo GDF, a proposta busca combinar valorização remuneratória com redução da sobrecarga de jornadas extras.

Reajuste vem acompanhado de redução nas jornadas extras

Além de elevar o valor por hora, a proposta altera a dinâmica do serviço voluntário. Na prática, os servidores devem cumprir menos jornadas extras ao longo do mês, mas com remuneração maior por hora, de forma a preservar o rendimento e reduzir o desgaste físico e mental das equipes.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, afirmou que a medida foi pensada para melhorar a remuneração sem manter uma carga exaustiva de trabalho. Na mesma linha, o secretário de Economia, Daniel Izaias, disse que o aumento foi viabilizado sem impacto adicional nas dotações previstas, porque o governo ampliou nomeações nas corporações e, com isso, pode reduzir o volume total de serviço voluntário ao longo do ano.

Parte da medida já pode valer; outra depende da CLDF

No caso da Polícia Militar do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, a atualização foi feita por decreto e, segundo o governo, passa a valer com a regulamentação publicada no Diário Oficial do Distrito Federal. Para as demais categorias, o reajuste ainda depende de tramitação legislativa na CLDF.

Esse detalhe é o ponto central da notícia: há uma diferença entre medida já formalizada por decreto e aumento que ainda precisa de aprovação parlamentar. Em política remuneratória, às vezes a manchete corre mais rápido do que o rito — e o servidor aprende isso antes de todo mundo.

Governo fala em valorização e sindicatos citam alívio da sobrecarga

Ao anunciar a medida, Ibaneis Rocha afirmou que o reajuste faz parte de uma política de valorização dos servidores, com menção especial aos profissionais do sistema socioeducativo. Já o presidente do sindicato da carreira socioeducativa, Claiton Carlos de Oliveira, disse que o novo formato corrige uma sobrecarga histórica ao permitir menos plantões voluntários com remuneração mais alta por hora.

Segundo o GDF, o serviço voluntário gratificado serve para ampliar a presença do Estado em áreas estratégicas e reforçar o atendimento em momentos de maior demanda. Com a atualização, a expectativa oficial é ampliar a adesão ao programa, reduzir o desgaste dos servidores e fortalecer a atuação das corporações.

Medida reforça estratégia de gestão sobre efetivo e plantões

A justificativa econômica apresentada pelo governo está ancorada na combinação entre novas nomeações e reorganização das cotas de serviço voluntário. A leitura do Executivo é que, com mais efetivo disponível, torna-se possível diminuir a dependência de jornadas extras extensas e, ao mesmo tempo, pagar melhor por cada hora prestada.

Segurança pública e qualidade de vida entram na mesma conta

O reajuste tenta atacar dois problemas de uma vez: manter a capacidade operacional das corporações e reduzir o cansaço acumulado dos profissionais. No papel, a equação parece racional. Na prática, o teste real será saber se a nova remuneração e a redução de cotas vão, de fato, aliviar a rotina sem abrir buracos no atendimento.

Fontes e documentos:

GDF propõe reajuste no pagamento do serviço voluntário de agentes socioeducativos, bombeiros e policiais civis, militares e penais (Agência Brasília)

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