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Força integrada cumpre 274 mandados em 16 estados

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Operação nacional mira facções, tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e crimes patrimoniais

As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado deflagraram nesta quarta-feira, 8 de julho, uma operação nacional contra suspeitos de integrar organizações criminosas em 16 estados.

Ao todo, são 274 mandados judiciais, sendo 181 de busca e apreensão e 93 de prisão, além de outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.

A ação, batizada nacionalmente de Operação Força Integrada III, mira investigações relacionadas à atuação de facções, tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, roubos e receptação de cargas.

As medidas são cumpridas simultaneamente por forças-tarefas coordenadas pela Polícia Federal.

Ficcos reúnem forças federais e estaduais

As Ficcos são forças-tarefas permanentes criadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e coordenadas pela Polícia Federal.

Elas funcionam como grupos operacionais integrados nas unidades da federação.

Participam representantes de forças federais, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal.

Também integram as ações forças estaduais, como polícias Civil e Militar.

O objetivo é reunir inteligência, investigação e atuação operacional para atingir estruturas de organizações criminosas que atuam em mais de um território.

Ação teve nomes diferentes nos estados

Embora a operação tenha coordenação nacional, cada localidade executa mandados dentro de investigações próprias.

No Amapá, a Operação Zip Lock cumpre mandados em endereços no Amapá e no Pará, em apuração sobre tráfico de drogas e organização criminosa.

No Acre, a segunda fase da Operação Ruptura cumpre mandado em Rio Branco, também relacionado a tráfico e atuação de grupo criminoso.

No Amazonas, a Operação Torre 8 mira tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Manaus.

No Ceará, a Operação Conexão Amazônia cumpre mandados no Ceará, Pernambuco, Pará e Amazonas. A investigação apura tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.

Em Goiás, a Operação Blend investiga fornecimento e distribuição de insumos químicos usados na adulteração de entorpecentes.

Minas, Pará e Paraíba concentram grandes frentes

Em Minas Gerais, duas ações foram deflagradas.

A Operação Borak cumpre mandados em Belo Horizonte contra suspeitos de integrar organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, homicídios e posse ou porte ilegal de arma de fogo.

A Justiça também determinou a retirada de câmeras de vigilância instaladas irregularmente em vias públicas.

Já a Operação Conexão cumpre mandados em Uberaba e Uberlândia, em investigação sobre organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas.

No Pará, a Operação Coalizão — COP VIII cumpre 32 mandados de prisão preventiva e 32 de busca e apreensão em apuração sobre atuação de organização criminosa.

Na Paraíba, a Operação Consigliere cumpre 46 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão preventiva na Paraíba, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo.

A investigação envolve suspeitas de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de capitais.

Rio Grande do Norte e Piauí também têm mandados

No Piauí, a Operação Contenção cumpre mandados em Luís Correia e Parnaíba.

A investigação trata de atuação de organização criminosa, tráfico de drogas e homicídios.

No Rio Grande do Norte, duas frentes foram informadas.

Em Natal, a Operação Matriarca cumpre mandados de prisão e busca, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens.

A investigação apura organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.

Em Mossoró, a Operação Busting cumpre mandados de busca em Mossoró, Upanema, Areia Branca e Serra do Mel.

A apuração também envolve suspeita de atuação de organização criminosa.

São Paulo tem operações contra cargas

Em Santos, a Operação Desatrela cumpre mandados de prisão temporária e busca no estado de São Paulo.

A investigação apura associação criminosa voltada ao roubo de cargas e caminhões.

Também foram determinadas medidas de sequestro de bens e valores.

Outra frente, a Operação Argenti Lardum, cumpre mandados em São Paulo e no Paraná.

Nesse caso, a apuração envolve suspeitas de organização criminosa ligada a furtos, roubos e receptação de cargas.

Na Bahia, a Operação Rebojo cumpre mandado de prisão preventiva, buscas e medida envolvendo adolescente em Ubaitaba, em investigação sobre organização criminosa.

Integração mira estrutura financeira e territorial

A Força Integrada III mostra que a estratégia de combate ao crime organizado não se limita à prisão de suspeitos.

As investigações também miram patrimônio, fluxos financeiros, insumos químicos, armas, cargas roubadas e estruturas de apoio territorial.

Essa abordagem busca enfraquecer a capacidade operacional e econômica dos grupos.

O crime organizado raramente funciona como uma única célula isolada. Ele depende de logística, dinheiro, fornecedores, proteção local e redes de lavagem.

Por isso, operações simultâneas em diferentes estados tendem a atingir conexões que uma investigação isolada poderia não alcançar.

Ainda assim, mandado cumprido não é sentença. A etapa seguinte será analisar apreensões, documentos, celulares, movimentações financeiras e vínculos entre os investigados.

Relacionadas, fontes e documentos:

PF mira lavagem em postos de combustíveis no Rio (Fonte em Foco)
PF bloqueia R$ 10,4 bilhões em operação contra lavagem (Fonte em Foco)
Mortes em ações policiais crescem 6,4% em nove estados (Fonte em Foco)
Operação Anáfora investiga lavagem de recursos da saúde (Fonte em Foco)
Operação nacional contra facções cumpre 274 mandados em 16 estados (Agência Brasil)
Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ministério da Justiça e Segurança Pública)

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