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UnB e FAPDF criam app para saúde e bem-estar de idosos

Publicado em

Reportagem:
Jack RID

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Com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) estão desenvolvendo o aplicativo Ativa Mente. A ferramenta, que integra tecnologia e envelhecimento (gerontotecnologia), é focada em promover o autocuidado, a saúde cognitiva e o bem-estar de idosos com doenças crônicas como diabetes e hipertensão.

O Ativa Mente é uma evolução do projeto anterior “Viva Bem” e se destaca por sua abordagem integral. Além de funcionalidades já conhecidas como lembretes de medicamentos e incentivo a exercícios físicos, a nova versão inclui a estimulação cognitiva para aprimorar memória, atenção e orientação, buscando preservar a autonomia do idoso de forma integrada.

Do investimento à validação científica

O projeto recebeu um aporte de R$ 1 milhão da FAPDF por meio do edital FAPDF Learning, o que permitiu a aquisição de equipamentos, o desenvolvimento tecnológico e a concessão de bolsas de pesquisa. A iniciativa é liderada por uma equipe multidisciplinar da UnB, com professores e alunos de áreas como enfermagem, ciência da computação e psicologia.

Segundo a coordenadora do projeto, professora Silvana Schwerz Funghetto, o investimento foi crucial. “O apoio da fundação permitiu estruturar todas as etapas do projeto, desde a análise inicial até a validação junto aos usuários”, afirmou. O desenvolvimento do aplicativo segue rigorosos métodos científicos e testes com idosos do DF para garantir sua qualidade e usabilidade, utilizando instrumentos reconhecidos internacionalmente.

Impacto social e futuro da inovação

O aplicativo está previsto para alcançar o nível máximo de maturidade tecnológica e será disponibilizado gratuitamente nas plataformas Google Play e Apple Store. Além de ser uma ferramenta para o autocuidado, o Ativa Mente gerará dados que poderão subsidiar políticas públicas e estratégias de atenção primária à saúde, contribuindo para reduzir internações e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

A relevância da inovação já foi reconhecida com uma menção honrosa em um congresso internacional. A professora Silvana ressalta que a ferramenta não é apenas um monitor, mas um “aliado direto para que o idoso seja protagonista do seu cuidado, preservando sua independência e qualidade de vida por mais tempo”.

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