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Dólar caiu a R$ 5,13 e Bolsa recuou

Publicado em

Reportagem:
Fabíola Fonseca

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Moeda americana fechou no menor nível desde 17 de junho, enquanto o Ibovespa devolveu parte dos ganhos recentes

O mercado financeiro brasileiro teve desempenho misto nesta segunda-feira, 6 de julho.

O dólar comercial caiu pela terceira sessão consecutiva e fechou vendido a R$ 5,132, menor valor desde 17 de junho.

Já o Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,93%, aos 172.447,58 pontos, em movimento de ajuste depois dos ganhos acumulados na semana anterior.

A queda da Bolsa ocorreu mesmo com o fechamento positivo dos principais índices de Wall Street, impulsionados por empresas ligadas à tecnologia e à inteligência artificial.

Câmbio teve influência externa

Sem indicadores econômicos relevantes no Brasil, o câmbio foi influenciado principalmente pelo ambiente internacional.

A valorização de commodities exportadas pelo país, como soja e minério de ferro, ajudou a favorecer o real.

O desempenho recente das exportações de carne também reforçou a expectativa de entrada de dólares na economia brasileira.

Ao longo do dia, a moeda americana perdeu força no exterior, o que contribuiu para a queda da cotação no mercado local.

Com o resultado, o dólar acumula baixa de 0,60% nos primeiros pregões de julho e desvalorização de 6,50% frente ao real em 2026.

Investidores aguardam ata do Fed

No exterior, investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

O documento será observado em busca de sinais sobre a trajetória dos juros na maior economia do mundo.

Juros mais altos nos Estados Unidos tendem a atrair recursos para títulos norte-americanos e reduzir o apetite por ativos de países emergentes.

Por outro lado, sinais de flexibilização monetária podem aliviar a pressão sobre moedas como o real.

Essa leitura ajuda a explicar por que o câmbio brasileiro acompanha de perto a comunicação do Fed, mesmo em dias sem dados domésticos relevantes.

Ibovespa caiu na contramão do exterior

A Bolsa brasileira seguiu direção oposta à dos mercados norte-americanos.

Em Wall Street, ações de tecnologia e empresas ligadas à inteligência artificial sustentaram ganhos nos principais índices.

No Brasil, o Ibovespa recuou com realização de lucros e maior cautela dos investidores.

O fluxo internacional segue concentrado em papéis de tecnologia nos Estados Unidos, o que reduz parte do interesse por mercados emergentes.

Além disso, o cenário doméstico adiciona fatores de incerteza.

Entre eles estão a proximidade das eleições de 2026, dúvidas sobre a política fiscal após 2027 e a audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos sobre práticas comerciais brasileiras.

Mercado financeiro não gosta de neblina. Quando ela aparece, mesmo que seja política ou fiscal, muita gente reduz velocidade.

IPCA de junho entra no radar

Além da ata do Fed, os investidores aguardam a divulgação do IPCA de junho, prevista para sexta-feira, 10 de julho.

O índice oficial de inflação pode influenciar as expectativas para os próximos passos do Banco Central.

Nesta segunda-feira, o Boletim Focus mostrou queda na projeção do mercado para o IPCA de 2026, de 5,33% para 5,30%.

Apesar do recuo, a estimativa ainda permanece acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%.

Esse quadro ajuda a manter cautela sobre o ritmo de queda da taxa Selic.

Petróleo fechou em leve queda

No mercado internacional, o petróleo encerrou o dia em leve baixa.

A queda foi influenciada pela decisão da Opep+ de elevar a produção a partir de agosto e pela melhora no fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz.

Segundo a Reuters, o grupo aprovou novo aumento de oferta para agosto, o quinto avanço mensal consecutivo.

O movimento pressiona os preços porque amplia a expectativa de maior disponibilidade de petróleo no mercado global.

Também pesaram as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e o aumento das exportações russas de petróleo.

O barril do Brent, referência internacional, terminou cotado perto de US$ 71,99. Já o WTI, referência dos Estados Unidos, fechou próximo de US$ 68,55.

Dia foi de ajuste e espera

O pregão desta segunda combinou dólar em queda, Bolsa em realização e petróleo levemente pressionado.

A leitura predominante foi de ajuste de posições, em uma semana marcada pela espera por dados e documentos relevantes.

A ata do Fed pode calibrar as apostas sobre juros nos Estados Unidos.

Já o IPCA de junho deve influenciar as expectativas para inflação e política monetária no Brasil.

Até lá, o mercado deve continuar sensível ao câmbio, às commodities, ao cenário fiscal e ao fluxo externo para países emergentes.

Relacionadas, fontes e documentos:

Mercado reduz previsão de inflação para 2026 (Fonte em Foco)
Brasil contesta novas barreiras da UE ao aço brasileiro (Fonte em Foco)
Segundo lote do IR alcança 9,5 milhões de contribuintes (Fonte em Foco)
Governo abre crédito de R$ 550 milhões para diesel (Fonte em Foco)
Dólar cai a R$ 5,13, e bolsa recua em dia de ajuste no mercado (Agência Brasil)

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