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Controle no consumo de sódio poderia prevenir quase 50 mil mortes

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As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, sendo responsáveis por mais de 18 milhões de óbitos por ano. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) estima que as doenças cardiovasculares matam anualmente 400 mil pessoas no Brasil.

Segundo a Dra. Salete Nacif, cardiologista do Hcor, quanto mais ingestão de sódio, maiores são as chances de se desenvolver hipertensão. “A pressão alta é um dos principais fatores de risco para todas as doenças cardiovasculares, mas principalmente infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Estudos indicam que mais de 46 mil mortes ao ano por doenças cardiovasculares poderiam ser prevenidas ou adiadas se houvesse um consumo de sódio baixo ou dentro dos padrões”, explica.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo diário de sal pelos brasileiros está em torno de 9,3 gramas por dia. Poucos indivíduos avaliam os rótulos dos alimentos. “O ideal, para uma pessoa adulta e sem comorbidades anteriores relacionadas ao coração, seria consumir 2 gramas de sódio por dia, o que equivale a quase 5 gramas de sal ou uma colher de chá”, aponta Dra. Salete.

Salete explica que muitas pessoas não percebem a quantidade de sódio ingerida porque consomem muitos alimentos processados e ultraprocessados, que contêm um alto teor do ingrediente. “Os alimentos congelados prontos, como lasanhas, estrogonofes e escondidinhos, também reinam no ranking do sódio, com mais de 1.000 miligramas por porção. Outros alimentos com alto teor de sódio são: maionese, mostarda, ketchup, shoyu, refrigerante zero, pão francês, macarrão instantâneo, embutidos (presunto, mortadela, salame) e queijos”, alerta.

Apesar disso, não se deve retirar o sal completamente da dieta, pois o corpo necessita de nutrientes encontrados na substância. O sódio ajuda a controlar o volume de água corporal e participa de centenas de funções fisiológicas. A deficiência dele no sangue, chamada de hiponatremia, está relacionada a diversos sintomas, como náuseas, dor de cabeça, prostração e, em casos mais graves, convulsões e coma, devido ao edema cerebral.

“A recomendação de todos os cardiologistas é investir em uma dieta hipossódica, evitando ao máximo os alimentos industrializados e preferindo os que são in natura. Pacientes que já possuem doenças cardiovasculares devem estar ainda mais atentos a esse consumo, reduzindo a ingestão de acordo com as orientações médicas. Em alguns casos, pode-se utilizar o sal hipossódico, que contém 50% menos sódio que o normal, mas que mantém o sabor na comida”, conclui Dra. Salete.

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