back to top
24 C
Brasilia
segunda-feira, 1 junho 2026, 11:34
Publicidade
Publicidade
InícioBrasíliaDPDF terá serviços gratuitos para mulheres no DF

DPDF terá serviços gratuitos para mulheres no DF

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

Cobertura relacionada

GDF fará ação com população de rua em 16 pontos

Situação de rua terá ação do GDF em 16 pontos do Lago Sul e de Ceilândia, com acolhimento e serviços sociais.

Feira de Profissões abre caminhos na socioeducação

A Socioeducação no DF recebe Feira de Profissões com cursos, oficinas e orientação para jovens em medidas.

GDF dobra equipes para atender população de rua

Situação de rua terá reforço no DF com nova equipe de acolhimento, serviços sociais, saúde e qualificação profissional.

Restaurantes do DF servem uma refeição a cada 2 segundos

Restaurantes comunitários do DF serviram 16,8 milhões de refeições em 2025, média de uma a cada dois segundos.

Acolhe DF passa de 800 atendimentos no Distrito Federal

Acolhe DF supera 800 atendimentos e leva tenda itinerante à 702 Sul para orientar pessoas em vulnerabilidade social.

Consumidor do DF ganha canal direto de denúncia

Consumidor DF ganha canal direto para denunciar cobranças indevidas, juros abusivos e falhas em serviços.
Publicidade

Mulheres em vulnerabilidade terão atendimento jurídico, saúde e cuidado pessoal

A Defensoria Pública do Distrito Federal realiza, nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, a 35ª edição do Dia da Mulher, com atendimento jurídico, serviços de saúde, acolhimento psicossocial, emissão de documentos, orientação social e ações de cuidado pessoal. A iniciativa ocorrerá das 8h às 14h, no Nuclão da DPDF, no Setor Comercial Norte, próximo ao Hospital Regional da Asa Norte.

A ação é voltada especialmente a mulheres em situação de vulnerabilidade. Nesta edição, o Salão Hélio Diff oferecerá corte de cabelo gratuito, em uma programação que combina acesso a direitos, serviços públicos e atividades de autoestima. Ao longo de suas edições, o projeto já ultrapassou 67 mil atendimentos, segundo informações divulgadas sobre a iniciativa.

O atendimento reunido em um só espaço pode fazer diferença para quem enfrenta dificuldade de acesso a serviços básicos. Para muitas mulheres, resolver uma pendência jurídica, emitir um documento, buscar orientação sobre violência, cuidar da saúde ou renegociar uma dívida exige deslocamento, tempo, dinheiro e paciência. E paciência, convenhamos, não deveria ser pré-requisito para acessar direito.

Atendimento jurídico inclui família, saúde e DNA

A DPDF oferecerá orientação jurídica, mediação e conciliação, exames de DNA gratuitos, iniciais de família, iniciais de saúde, atendimento psicossocial e requerimento de passe livre para mulheres vítimas de violência. O serviço é uma das frentes centrais da ação, porque muitas demandas de mulheres em vulnerabilidade envolvem guarda, pensão, documentação, saúde, violência doméstica e acesso a benefícios.

A subdefensora pública-geral e coordenadora da iniciativa, Nathália Sant’Ana de Rosa, afirmou que o Dia da Mulher vai além do atendimento jurídico e funciona como espaço de escuta, acolhimento e transformação social. A fala reforça a proposta de integrar serviços e reduzir barreiras para mulheres que precisam de resposta rápida do Estado.

Esse ponto é essencial. Quando o serviço público obriga a mulher a percorrer várias repartições para resolver problemas conectados, ele aumenta a vulnerabilidade que deveria combater. A lógica do atendimento integrado é justamente inverter esse caminho: levar a rede até quem precisa.

Serviços de saúde terão vacinação e exames

A programação inclui multivacinação, exames de oftalmologia, mamografia, aferição de pressão arterial, teste de glicemia, avaliação odontológica e distribuição de vouchers para exames laboratoriais. Para vacinação, será necessário apresentar documento de identificação e cartão de vacina físico ou digital, pelo aplicativo Meu SUS Digital.

A exigência do cartão ajuda as equipes a verificarem o esquema vacinal e evitarem revacinações desnecessárias. Já os demais serviços de saúde ampliam o alcance da ação para além da orientação jurídica, permitindo que mulheres resolvam pendências preventivas no mesmo local.

Saúde, nesse contexto, não é serviço acessório. Muitas mulheres adiam consultas, exames e cuidados básicos porque priorizam filhos, trabalho, casa e sobrevivência. Quando o Estado reúne atendimento em uma manhã, reduz a distância entre necessidade e cuidado.

Rede de parceiros amplia alcance da ação

A 35ª edição reunirá órgãos públicos, entidades privadas e instituições de ensino. Entre os serviços previstos estão atendimentos socioassistenciais pelo Cras, orientação multilíngue para mulheres migrantes pelo Creas Migrante, emissão de documentos, serviços tributários, orientação previdenciária, atendimento trabalhista, negociação de débitos e acesso a programas sociais.

A Secretaria da Pessoa com Deficiência fará cadastro da pessoa com deficiência, emissão de carteiras de identificação e orientação sobre passe livre e BPC. A Sedet-DF oferecerá vagas de emprego, CTPS Digital, seguro-desemprego, orientação profissional, cursos, Cesta do Trabalhador e informações sobre o Prospera.

Também haverá serviços da Caixa Econômica Federal, BRB Mobilidade, Codhab, Caesb, Neoenergia, Detran-DF, TJDFT, PCDF, PMDF, Sesc-DF, Senac, faculdades e escolas parceiras. A lista é extensa porque o problema também é extenso: vulnerabilidade raramente aparece sozinha. Ela costuma chegar acompanhada de dívida, falta de documento, violência, desemprego, saúde atrasada e medo.

Acolhimento a vítimas de violência será destaque

A ação terá orientação para mulheres vítimas de violência, atendimento psicossocial, prevenção e enfrentamento da violência doméstica, além de apoio a familiares. Também haverá esclarecimentos sobre diversidade etária, étnico-racial, LGBTQIA+ e mães atípicas.

Esse eixo merece atenção porque mulheres em situação de violência muitas vezes enfrentam barreiras para denunciar, pedir proteção ou compreender seus direitos. O acesso concentrado a Defensoria, rede psicossocial, segurança pública e Judiciário pode facilitar a primeira escuta e o encaminhamento adequado.

Ainda assim, acolhimento não pode terminar no balcão. O desafio da rede pública é garantir continuidade, proteção e acompanhamento depois do evento. A porta de entrada é importante; a saída segura é indispensável.

Cuidado pessoal também entra como dignidade

Além dos serviços jurídicos e sociais, a programação terá corte de cabelo feminino, design de sobrancelhas, análise capilar, higienização dos fios, nutrição, modelagem, terapias integrativas, auriculoterapia, ventosaterapia, atendimento psicanalítico, acolhimento psicológico e oficinas.

Essas atividades não substituem políticas estruturais, mas têm valor simbólico e prático. Para mulheres em situação de vulnerabilidade, autoestima também pode ser parte da reconstrução da autonomia. Dignidade não mora apenas no documento emitido; também aparece quando a pessoa se sente vista, respeitada e cuidada.

O risco, nesses casos, é tratar cuidado pessoal como enfeite. Não é. Quando integrado a direitos, saúde e assistência, ele ajuda a recompor vínculo, confiança e presença social.

Serviço do Dia da Mulher da DPDF

Evento: 35ª edição do Dia da Mulher da DPDF
Data: terça-feira, 2 de junho de 2026
Horário: 8h às 14h
Local: Nuclão da DPDF, Setor Comercial Norte, próximo ao Hran
Público: mulheres em situação de vulnerabilidade
Vacinação: levar documento de identificação e cartão de vacina físico ou digital

Rede integrada precisa virar resposta concreta

O Dia da Mulher da DPDF mostra uma política pública com desenho correto: reunir serviços, reduzir deslocamentos, ouvir mulheres em vulnerabilidade e transformar atendimento em encaminhamento. A força da ação está justamente na integração. Uma mulher pode buscar orientação jurídica e, no mesmo espaço, resolver documento, saúde, emprego, dívida, benefício e acolhimento.

Mas o sucesso real não deve ser medido apenas pelo número de senhas distribuídas. O que importa é quantas demandas foram resolvidas, quantas mulheres saíram com encaminhamento efetivo e quantas conseguiram acessar a rede depois do primeiro atendimento.

A iniciativa tem alcance social evidente. Agora, precisa manter o essencial: escuta qualificada, continuidade e capacidade de resposta. Porque direito que exige peregrinação vira obstáculo. Direito que encontra a mulher onde ela está começa, enfim, a cumprir sua função.

Relacionadas, fontes e documentos:

Centros ajudam mulheres a romper ciclos no DF (Fonte em Foco)
Novas leis ampliam proteção às mulheres brasileiras (Fonte em Foco)
Centro do Idoso de Sobradinho reabre após reforma (Fonte em Foco)
De merendeira a vice-diretora, estudo muda destino (Fonte em Foco)
– Dia da Mulher (Defensoria Pública do Distrito Federal)
– Dia da Mulher da DPDF será realizado às primeiras terças-feiras do mês em 2026 (Agência Brasília)

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.